Ele não tinha dinheiro — mas também não tinha medo de arriscar. Chegou até mesmo a falsificar relatórios geológicos indicando a possível presença de petróleo para enganar investidores.
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Columbus Marion Joiner, conhecido como “Dad” (“pai”, em português), começou a perfurar a concessão Daisy Bradford, no leste do Texas, em 1927.
Os dois primeiros poços fracassaram. Sem dinheiro — e sem sorte —, ele decidiu elaborar relatórios geológicos falsos sugerindo que a região poderia abrigar um dos maiores depósitos de petróleo do mundo, tudo para atrair investidores.
Por sorte, o tiro no escuro acabou acertando o petróleo.
Eureka! Petróleo encontrado
Durante três anos, Joiner precisou pagar seus trabalhadores com vales. Para arrecadar dinheiro e concluir a perfuração, vendeu ações de US$ 25 para fazendeiros locais.
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Eventualmente, uma amostra revelou areia saturada de óleo — e foi aí que a festa começou.
Milhares de moradores passaram a acompanhar a perfuração. Muitos deles já imaginavam a vida luxuosa que poderiam ter com a descoberta.
Em uma tarde de 1930, as pessoas começaram a ouvir borbulhos. Pouco depois, uma “chuva” de petróleo jorrou do poço — e muita gente chegou a dançar embaixo dela.
Com a descoberta oficializada, produtores de petróleo e prospectores invadiram a região. Em menos de nove meses, cerca de 3 mil poços já operavam no local, responsáveis por aproximadamente metade da produção de petróleo dos Estados Unidos.
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A operação cresceu tanto que cidades inteiras surgiram para atender aos trabalhadores da indústria petrolífera.
A oferta excessiva de petróleo derrubou os preços do barril, que caíram de US$ 1,10 para apenas 13 centavos. Diante disso, o governador do Texas tentou sustentar os preços ordenando o fechamento de poços.
Um final feliz?
No mesmo ano da descoberta, Joiner começou a enfrentar as consequências de suas promessas exageradas.
As declarações fraudulentas culminaram em uma série de processos judiciais.
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Pressionado, “Dad” vendeu sua participação na concessão Daisy Bradford para H. L. Hunt — empresário que, anos depois, se tornaria um dos homens mais ricos do mundo.
Já Joiner morreu sem fortuna, 17 anos depois, em Dallas.
*Sob supervisão de Renan Dantas.
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