Se você recebe algum benefício do INSS, provavelmente já ouviu falar do teto do INSS e de seus reajustes anuais.
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No ano de 2026, o teto dos benefícios para quem recebe acima de um salário mínimo sofreu correção de 3,90%, e o novo valor será R$ 8.475,55.
Confira a seguir a tabela com os novos valores e tudo que você precisa saber sobre o reajuste do INSS em 2026!
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O teto do INSS, ou teto previdenciário, é o valor máximo que um beneficiário pode receber da Previdência Social.
Ele serve como um limite máximo para benefícios como aposentadoria, auxílio-doença e pensão por morte, entre outros.
A cada ano, o INSS corrige o valor dos benefícios com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Em, 2025, a correção pelo índice foi de 4,66% e vale desde o dia 1º de janeiro de 2026.
Assim, com o salário mínimo no valor de R$ 1.621,00, o do teto do INSS em 2026 ficou em R$ 8.537,55.
Para efeitos de comparação, em 2025, o teto do INSS foi fixado em R$ 8.157,41. Já em 2024, foi de R$ 7.786,02.
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O valor do teto do INSS é ajustado com base no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), calculado pelo IBGE, que em 2024 fechou com alta de 4,77%.
O reajuste é aplicado para que o poder de compra do beneficiário seja mantido, mesmo com a inflação e alta dos preços dos produtos, serviços e outros bens de consumo.
Além disso, o INSS leva em consideração o valor do salário mínimo, uma vez que os salários de benefício e de contribuição não poderão ser inferiores a R$ 1.621,00, nem superiores a R$ 8.475,55.
Confira a seguir a tabela com os valores do INSS para o ano de 2026:
| Salário de Contribuições | Alíquota | Parcela a deduzir do INSS |
| Até R$ 1.621,00 | 7,5% | R$ 0,00 |
| De R$ 1.621,01 a R$ 3.001,89 | 9% | R$ 24,32 |
| De R$ 3.001,90 a R$ 4.502,81 | 12% | R$ 114,47 |
| De R$ 4.502,82 a R$ 8.157,41 | 14% | R$ 204,50 |
Confira abaixo o histórico dos reajustes do teto do INSS e do salário mínimo desde 1995.
| Ano | Valor do salário mínimo | Valor do teto | Porcentagem do reajuste do piso | Porcentagem do reajuste do teto |
|---|---|---|---|---|
| 2026 | R$ 1.621 | R$ 8.537,55 | 6,79% | 3,90% |
| 2025 | R$ 1.518 | R$ 8.157,41 | 7,50% | 4,77% |
| 2024 | R$ 1.1412 | R$ 7.786,02 | 6,97% | 3,71% |
| 2023 | R$ 1.302 | R$ 7.507,49 | 8,9% | 5,93% |
| 2022 | R$ 1.212 | R$ 7.087,22 | 10,18% | 10,16% |
| 2021 | R$ 1.100 | R$ 6.433,57 | 5,26% | 5,45% |
| 2020 | R$ 1.045 | R$ 6.101,06 | 4,11% | 4,48% |
| 2019 | R$ 998 | R$ 5.839,45 | 4,61% | 3,43% |
| 2018 | R$ 954 | R$ 5.645,80 | 1,81% | 2,07% |
| 2017 | R$ 937 | R$ 5.531,31 | 6,48% | 6,58% |
| 2016 | R$ 880 | R$ 5.189,82 | 11,68% | 11,28% |
| 2015 | R$ 788,00 | R$ 4.663,75 | 8,84% | 6,23% |
| 2014 | R$ 724,00 | R$ 4.390,24 | 6,78% | 5,56% |
| 2013 | R$ 678,00 | R$ 4.159,00 | 9% | 6,20% |
| 2012 | R$ 622,00 | R$ 3.916,20 | 14,13% | 6,08% |
| 2011 | R$ 540,00 (reajuste em março para R$ 545,00) | R$ 3.689,66 (reajuste em março para R$ 3691,74) | 5,88% (reajuste em março de 0,93%) | 6,41% (reajuste em março de 0,06%) |
| 2010 | R$ 510,00 | R$ 3.416,24 | 9,68% | 7,72% |
| 2009 | R$ 465,00 | R$ 3.218,90 | 12,05% | 5,92% |
| 2008 | R$ 415,00 | R$ 3.038,99 | 9,21% | 5% |
| 2007 | R$ 380,00 | R$ 2.894,28 | 8,57% | 3,30% |
| 2006 | R$ 350,00 | R$ 2801,56 | 16,67% | 5,01% |
| 2005 | R$ 300,00 | R$ 2668,15 | 15,38% | 6,35% |
| 2004 | R$ 260,00 | R$ 2.400,00 | 8,33% | 4,53% |
| 2003 | R$ 240,00 | R$ 1.869,34 | 20% | 19,71% |
| 2002 | R$ 200,00 | R$ 1.561,56 | 11,11% | 9,20% |
| 2001 | R$ 180,00 | R$ 1.430,00 | 19,21% | 7,66% |
| 2000 | R$ 151,00 | R$ 1.328,25 | 11,03% | 5,81% |
| 1999 | R$ 136,00 | R$ 1.255,32 | 4.62% | 4,61% |
| 1998 | R$ 130,00 | R$ 1.081,50 | 8,33% | 4,81% |
| 1997 | R$ 120,00 | R$ 1.031,87 | 7,14% | 7,76% |
| 1996 | R$ 112,00 | R$ 957,56 | 12% | 15% |
| 1995 | R$ 100,00 | R$ 832,66 | 42.86% | 42,86% |
O valor que você recebe do INSS pode variar de acordo com seu tipo de aposentadoria ou com o tipo de benefício que você participa.
Cada um possui requisitos diferentes, regras, cálculos diferentes e algumas outras questões que podem mudar de valor de um para outro, como por exemplo:
Impacto da reforma da previdência no teto do INSS
Antes da reforma previdenciária (2019 para trás), o cálculo para estabelecer o valor a receber era feito sobre todos os salários por tempo de contribuição e depois tirava 20% dos salários menores.
Depois de 2019, esse cálculo leva em consideração esses salários menores. Assim, ficou mais difícil alcançar o teto do INSS.
Veja um simples exemplo abaixo para entender melhor:
Vamos levar em conta 10 salários:
- R$ 2.500,00;
- R$ 2.500,00;
- R$ 2.500,00;
- R$ 2.500,00;
- R$ 2.500,00;
- R$ 2.300,00;
- R$ 2.300,00;
- R$ 2.300,00;
- R$ 2.000,00;
- R$ 2.000,00.
Antes da reforma, para calcular o que o beneficiário iria receber, o salário 9 e 10 não eram levados em conta, então bastava somar o salário de 1 até 8 e dividir por 8 no final. Como resultado, você receberia: R$ 2.425,00.
Com a Reforma, esses dois últimos salários são levados em conta. Então, basta somar os 10 salários e dividir o resultado por 10 no final. Assim, você receberia: R$ 2.340,00.
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Com base no que mostramos acima, para receber o valor aproximado do teto do INSS é preciso ter o salário próximo ou maior que o valor do teto.
Assim, ao fazer o cálculo, a base de contribuições não abaixará tanto. Então, se você recebe, R$ 10 mil, por exemplo, e está próximo de aposentar, há grandes chances de receber o teto do INSS.
Outra opção é em casos de segurado facultativo, em que por opção o contribuinte paga o valor máximo de contribuição.
Então, por exemplo, os Microempreendedores Individuais (MEI‘s) contribuem com 5% do salário mínimo para a previdência, porém, caso queiram receber o teto do INSS, eles contribuem com 20% do valor do teto.
Vejamos as duas formas para chegar mais perto do valor do teto do INSS:
Período Base de Cálculo (PBC)
Para quem entrou com o pedido de aposentadoria a partir de 2019 terá o PBC calculado sobre a média de todas as contribuições desde julho de 1994.
Ou seja, não há mais o descarte dos 20% salários menores no cálculo do benefício. Isso significa que para receber o valor do teto anual do INSS, preciso ter a maioria das contribuições no valor máximo.
Porém, algumas aposentadorias possuem um redutor após feito o PBC e os requisitos variam de acordo com o gênero do beneficiário. Confira:
Por tipo de segurado
Segurado especial
Este tipo de segurado não contribuem diretamente para o INSS, eles deve contribuir com uma porcentagem do valor dos produtos vendidos, tendo desconto na nota fiscal da própria venda realizada.
Para quem recebe qualquer valor acima do teto do INSS, o cálculo de quantos por cento deve contribuir deve seguir o quadro de contribuição de acordo com o salário.
Então, mesmo que você receba R$ 30 mil de renda, por exemplo, você só poderá contribuir com 20% do valor do teto do INSS, que atualmente equivale a R$ 1631.48.
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Porém, saiba que é possível simular sua aposentadoria no aplicativo ou site do Meu INSS. Para fazer isso, basta:
Baixar o aplicativo disponível no Play Store ou App Store e entrar no app com sua conta gov.br.
Depois, selecione a opção “Simular Aposentadoria” e ao entrar, será mostrado os tipos de aposentadoria, regras e seu tempo de contribuição.
Vale lembrar que essa simulação é feita com base nos seus dados do CNIS, então, se alguma informação estiver desatualizada por lá, o valor pode ser diferente.
Por enquanto, essa previsão só é possível de ser feita por quem começou a contribuir a partir de novembro de 2019.
Além disso, dentro da própria simulação é possível editar os dados apresentados lá e até adicionar um tempo de contribuição que não consta lá, por exemplo.
Se você quer saber como receber o teto do INSS, saiba que existe basicamente dois tipos de segurados do INSS quando o assunto é aposentadoria: obrigatório e facultativo (opcional).
Segurados obrigatórios
O segurado obrigatório é aquela pessoa que possui algum tipo de vínculo trabalhista e recebe um salário por isso, e por conta disso, ele contribui para o INSS de forma obrigatória – no caso, a empresa desconta o valor direto da folha de pagamento. São eles:
Segurados facultativos
É segurado facultativo aquele que tem pelo menos 16 anos e não possui nenhum vínculo empregatício, mas quer contribuir e receber os benefícios do INSS para futuramente ter acesso acima do piso do INSS previdência social.
Nesse caso, o contribuinte paga o valor de 20% de algum dos valores entre o piso e o teto do INSS. Esse grupo contribui emitindo e pagando a GPS.
Então, vamos supor que um estudante queira futuramente receber o valor máximo do INSS, então ele terá que contribuir mensalmente com o teto do INSS que atualmente é de R$ 8.475,55. Nesse caso, sua contribuição de todos os meses será de 20% desse valor – que dá R$ 1.695,11.
Por conta de todo esse cenário da reforma que explicamos acima, talvez seja mais complicado que um beneficiário receba o valor do teto do INSS hoje em dia.
Porém, se você percebe que nem todas as suas contribuições estão sendo levadas em conta para calcular o valor do benefício, você pode recorrer a revisão de aposentadoria.
Assim, o INSS irá revisar todas as suas contribuições e se necessário, refazer o cálculo.
Mas atenção, caso o instituto identifique que você pode estar recebendo mais do que sua contribuição, o valor também pode diminuir.
Então, antes de fazer essa solicitação consulte um especialista primeiro. Veja as opções:
Revisão de fato
Durante o processo de concessão da aposentadoria, é possível que o INSS não tenha considerado alguns vínculos de trabalho e descartando contribuições do cálculo final, resultando em erro de cálculo da sua Renda Mensal Inicial (RMI).
Se você percebeu que este é o seu caso, é possível pedir uma revisão do benefício, na qual o INSS irá reavaliar os períodos de contribuição e constatar se deve haver um aumento nos valores.
Revisão de direito
Algumas teses jurídicas podem ser utilizadas para a revisão por direito do benefício, por exemplo, a Revisão da Vida Toda ou Revisão do Buraco Negro.
Este modelo de revisão ocorre pelo Poder Judiciário, sendo fundamental que você realize uma consulta previdenciária com um advogado e ter o acompanhamento correto.
Previdência privada
Uma saída para não depender exclusivamente do INSS é optar pela previdência privada. Assim, você mesmo consegue definir quanto contribuirá e quanto receberá.
Muitos adotam algumas estratégias de investimento para aposentadoria também, o que pode ser bem interessante também, já que o dinheiro fica rendendo por muitos anos.
Qual é o teto máximo do INSS atualmente?
Em 2025, o valor do teto do INSS está fixado em R$ 8.157,41.
Qual o máximo que posso contribuir para o INSS?
Cada categoria possui sua alíquota de contribuição que varia de acordo com o salário recebido.
Se você não se encaixa no quadro de segurado obrigatório, é possível contribuir com 20% dos valores entre o piso (salário mínimo) e o teto do INSS.
Como calcular o valor a receber do teto do INSS?
O valor a ser recebido como aposentadoria vai variar com o valor de contribuição. Com base nisso é possível calcular o valor.
Caso queira, no site ou aplicativo do Meu INSS é possível simular a sua aposentadoria.
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