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Dividendos da Petrobras (PETR4) podem somar até US$ 2,3 bilhões no 1T26, diz Citi; estatal não é a única aposta do banco no setor

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A Petrobras (PETR4) deve apresentar um primeiro trimestre mais forte, com espaço para reforçar a distribuição de dividendos aos acionistas. A avaliação é do Citi, que atualizou as projeções após os dados operacionais da companhia e passou a esperar números mais robustos no balanço previsto para 11 de maio.

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Segundo o banco, o avanço da produção de petróleo e gás, combinado à alta dos preços internacionais da commodity, deve impulsionar os resultados na comparação com o trimestre anterior.

A estimativa é de um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado de cerca de US$ 13 bilhões, alta de 19% na base trimestral.

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O relatório do Citi vem em um dia de perdas generalizadas no setor de petróleo, acompanhando a queda dos preços da commodity no mercado internacional. O movimento veio após sinais de manutenção do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã.

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O petróleo Brent — referência do mercado internacional — para julho fechou em baixa de 3,99%, a US$ 109,87 o barril, enquanto o WTI — referência para o mercado norte-americano — para junho recuou 3,90%, a US$ 109,87.

Enquanto isso, PETR4 encerrou o pregão no Ibovespa com queda de 1,38%, a R$ 48,66, já a ação ordinária (PETR3), recuou também 1,38%, cotada a R$ 53,54.

Dividendos bilionários no bolso do acionista

Se o desempenho projetado pelo Citi for alcançado, a Petrobras pode anunciar aproximadamente US$ 2,3 bilhões em dividendos ordinários, o equivalente a um rendimento próximo de 2%. O valor segue a política atual da companhia, que prevê a distribuição de 45% do fluxo de caixa livre.

“Esperamos que a Petrobras apresente números mais altos no 1T26, principalmente devido à maior produção de óleo e gás e à melhora nos preços de petróleo e combustíveis”, diz o Citi.

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Apesar do cenário operacional mais favorável, o banco manteve recomendação neutra para as ações. A leitura é que o potencial de valorização ainda é limitado, diante da expectativa de estabilidade nos preços de diesel e gasolina até o fim do ano.

“Seguimos vendo preços de diesel e gasolina praticamente estáveis, o que limita o upside do petróleo às exportações”, afirma o relatório.

Produção maior, combustíveis sob pressão

No detalhe do trimestre, a Petrobras elevou a produção de petróleo e gás, ao mesmo tempo em que reduziu a importação de combustíveis. Esse movimento, somado a fatores sazonais, deve ter levado a uma queda nas vendas no mercado interno.

Os custos de extração tendem a recuar com o ganho de escala, embora o início das operações da plataforma P-78 tenha gerado algum efeito compensatório, já que a unidade ainda não atingiu plena capacidade.

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No campo dos preços, o cenário foi mais misto. O petróleo subiu com a intensificação das tensões no Oriente Médio, mas os combustíveis não acompanharam na mesma intensidade. A Petrobras manteve uma política mais estável, com apenas um reajuste pontual no diesel ao longo do período.

O resultado também deve refletir impactos cruzados. De um lado, a companhia foi pressionada por impostos sobre exportações de petróleo. De outro, houve efeito positivo do reconhecimento do subsídio ao diesel a partir de março.

A projeção do Citi é de receita líquida ao redor de US$ 25 bilhões e lucro líquido recorrente próximo de US$ 6 bilhões. O câmbio, no entanto, pode ter contribuído para um resultado contábil ainda mais forte.

Mesmo com a melhora operacional, o fluxo de caixa não deve acompanhar o avanço do lucro. O banco aponta pressão relevante no capital de giro, em meio à alta do petróleo e ao atraso no recebimento de subsídios.

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Ainda assim, a expectativa é de geração de caixa operacional em torno de US$ 9,5 bilhões. Os investimentos devem somar cerca de US$ 4,3 bilhões no trimestre, com destaque para esforços de antecipação da entrada da plataforma P-79, que iniciou produção recentemente.

Para o Citi, a Petrobras segue com capacidade de entregar retornos elevados ao acionista ao longo do ano, com rendimentos entre 12% e 17%, o que pode abrir espaço para dividendos extraordinários no fim de 2026.

O que esperar das ações

Mesmo com dividendos robustos no horizonte, o banco vê limitações para uma valorização mais expressiva das ações.

Segundo o Citi, a nova política de remuneração, que reduziu o payout de 60% para 45% do fluxo de caixa livre, é um dos principais pontos de atenção. Além disso, persistem dúvidas sobre a estratégia da companhia, incluindo possíveis investimentos em energia renovável e expansão do refino.

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A influência do governo também segue no radar, dada sua participação relevante e o peso nas decisões estratégicas.

Diante disso, o Citi elevou o preço-alvo dos ADRs da Petrobras para US$ 20,50 (de 19,50), mas manteve o de PETR4 em R$ 49, reiterando recomendação neutra.

E as outras petroleiras? Onde o Citi vê mais valor

O relatório do banco também traz a leitura do banco para outras empresas do setor no Brasil, com uma visão mais construtiva em alguns casos.

A Brava Energia (BRAV3) aparece com preço-alvo de R$ 25 por ação. A avaliação é baseada na soma das partes dos ativos, com destaque para o potencial de geração de caixa dos campos da companhia. Os principais riscos envolvem execução da produção, governança e decisões de alocação de capital.

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Já a PetroReconcavo (RECV3) tem preço-alvo de R$ 14 por ação, com base nas reservas atuais e premissas de câmbio e custo de capital. O Citi chama atenção para riscos de execução, maior dependência do mercado doméstico e possíveis pressões nos preços do gás natural.

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Por outro lado, uma recuperação do petróleo ou crescimento acima do esperado na produção podem destravar valor.

Entre as independentes, a Prio (PRIO3) é uma das preferidas. O banco atribui preço-alvo de R$ 75 por ação, sustentado por uma análise por campo e pela inclusão de créditos fiscais na conta.

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Apesar de classificar o papel como de maior risco no modelo quantitativo, o Citi destaca que os baixos custos de produção tornam a empresa mais resiliente, mesmo em cenários de petróleo mais fraco.

Os principais riscos para a Prio estão ligados à volatilidade do preço do petróleo e à execução de novos projetos, como campanhas de perfuração e conexões de poços.

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