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(Imagem: Instagram/Braskem)
A Braskem (BRKM5) encerrou o primeiro trimestre de 2026 (1T26) com queda nas vendas de resinas e principais químicos no Brasil, além de recuo em spreads, segundo relatório operacional divulgado na noite de terça-feira (5).
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No período, as vendas de resinas no Brasil somaram 782 mil toneladas, queda de 3% em relação ao mesmo trimestre de 2025. Já os principais químicos totalizaram 622 mil toneladas, recuo de 2% na base anual.
A companhia também registrou piora nas margens: os spreads dos principais químicos caíram 12%, enquanto os de resinas recuaram 6% na comparação anual.
A taxa de utilização de eteno no Brasil encerrou março em 69%, abaixo dos 74% observados no primeiro trimestre de 2025.
Nas operações dos Estados Unidos e Europa, a taxa de utilização subiu para 79%, ante 74% um ano antes. As vendas na região, porém, recuaram em mil toneladas, totalizando 496 mil toneladas. O spread médio de polipropileno (PP) caiu 2%, para US$ 368 por tonelada.
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Já no México, o desempenho foi mais fraco: as vendas de polietileno (PE) recuaram 25%, para 140 mil toneladas, enquanto a taxa de utilização caiu para 55%, contra 79% no 1T25. Apesar disso, os spreads de PE avançaram 1%, para US$ 824 por tonelada.
No ambiente operacional, a Braskem destacou que o trimestre foi marcado por crescimento global moderado e avanço gradual da desinflação, mas com maior volatilidade nos mercados a partir de março devido a tensões no Oriente Médio. Ainda assim, a companhia afirmou que esses eventos não tiveram impacto material sobre seus resultados no período.
No Brasil, o aumento da utilização das centrais petroquímicas refletiu a normalização de operações após paradas de manutenção e ajustes de produção. Já no México, a queda de produção esteve ligada à menor oferta de etano e restrições operacionais da Braskem Idesa.
A empresa também destacou pressões de mercado sobre preços e margens, com impacto de fatores como petróleo, gás natural e insumos petroquímicos ao longo do trimestre.
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