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A quarta-feira (6) começou com uma reviravolta nos mercados em meio ao noticiário geopolítico. Sinais de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio derrubaram os preços do petróleo, arrastando as ações de petroleiras no Brasil.
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Na bolsa brasileira, a maior baixa percentual do setor era registrada por Prio (PRIO3). Por volta das 12h05 (de Brasília), as ações da companhia caíam 4,49% no Ibovespa, cotadas a R$ 66,35.
Enquanto isso, Petrobras (PETR4) caía 3,04%, a R$ 47,17, e PETR3 recuava 3,53%, cotada a R$ 51,66. Brava (BRAV3) e PetroReconcavo (RECV3) também figuram entre as maiores quedas do índice.
No mercado internacional, o petróleo reagiu de forma imediata às notícias. Por volta das 8h (de Brasília), o barril do Brent — referência dos EUA — chegou a cair cerca de 11%, negociado próximo de US$ 98.
Ao longo da manhã, o recuo perdeu força, mas ainda indicava uma perda relevante diante da perspectiva de redução das pressões de guerra. Por volta das 12h20, o Brent caía 7,04%, com o preço a US$ 102,15. Já o WTI — referência internacional — caía 6,81%, cotado a US$ 95,33.
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Petróleo cai enquanto negociações avançam
Segundo a informações da Reuters, Washington e Teerã estão próximos de fechar um acordo inicial em formato enxuto, com apenas uma página.
A proposta, já antecipada pela agência de notícias Axios, teria sido elaborada com base em negociações indiretas mediadas pelo Paquistão, que sediou a única rodada de conversas até agora.
Embora autoridades dos dois países ainda não tenham comentado oficialmente, há sinais de avanço.
Segundo a mídia dos EUA, o governo iraniano analisa uma proposta com 14 pontos apresentada pelos Estados Unidos. A expectativa é de que o Irã responda aos principais termos em até 48 horas.
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Entre os pilares da negociação estão a suspensão temporária do programa nuclear iraniano, em troca de alívio nas sanções econômicas e liberação de recursos do país que estão bloqueados no exterior.
Outro ponto central envolve o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.
Nesta manhã, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que o estreito está liberado para navegação “segura”.
Em comunicado divulgado nas redes sociais e na mídia estatal, a força militar destacou que novas regras garantem a estabilidade da passagem marítima após a neutralização de ameaças na região.
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Trégua pode ser só o começo
O acordo preliminar, se confirmado, abriria um prazo de 30 dias para negociações mais amplas, com definição de regras detalhadas sobre o programa nuclear, o fim das sanções e a normalização do transporte marítimo.
Durante esse período, tanto as restrições iranianas quanto o bloqueio naval norte-americano seriam reduzidos gradualmente, com possibilidade de retomada caso as tratativas fracassem.
Mais cedo, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou a suspensão de uma operação militar que escoltava navios na região, após a missão não conseguir restabelecer o fluxo de embarcações e acabar elevando as tensões.
O episódio mais recente envolveu um navio de uma empresa francesa atingido, deixando tripulantes feridos.
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Desde o fim de fevereiro, as restrições no Estreito de Ormuz elevamo risco para o transporte de petróleo, pressionando os preços da commodity. Por isso, qualquer sinal de acordo tem impacto direto e imediato sobre as cotações globais.
Alívio no curto prazo, incerteza no horizonte
Na avaliação do Bradesco BBI, um eventual entendimento entre EUA e Irã tende a reduzir o prêmio de risco geopolítico embutido no petróleo, com a reabertura gradual do estreito.
Ainda assim, o banco pondera que os efeitos da guerra não desaparecem de forma instantânea.
O conflito provocou interrupções relevantes na oferta de combustível, consumo elevado de estoques globais e disparada nos custos de frete no Oriente Médio. Segundo o BBI, parte desses impactos pode persistir, mesmo em um cenário de alívio nas tensões.
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Com isso, a leitura do banco é que, apesar da queda recente, os preços do petróleo podem continuar acima dos níveis pré-conflito ao longo do restante do ano — um fator que ainda sustenta, ao menos parcialmente, a perspectiva para as petroleiras no médio prazo.
*Com informações da Reuters, Axios e G1
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