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O conflito entre Estados Unidos e Irã segue longe de uma solução rápida e continua sendo uma das principais fontes de tensão para o mercado global de energia. Para Ricardo Kazan, sócio da BTG Asset Management, o impasse tem raízes profundas e dificilmente será resolvido no curto prazo.
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Durante o ETF Day 2026, o gestor ressaltou que a disputa gira em torno do controle do urânio enriquecido. De um lado, os Estados Unidos não aceitam que o Irã mantenha esse material. Do outro, Teerã resiste a abrir mão de um tema que considera estratégico para sua soberania.
“Trump quer o urânio enriquecido do Irã em território americano. É difícil enxergar uma solução para esse conflito”, afirmou.
Mais do que um conflito regional
A crise vai além de uma disputa bilateral. Ela se encaixa em um tabuleiro maior, que envolve a rivalidade entre Estados Unidos e China.
Nesse contexto, o petróleo virou peça-chave. A China depende fortemente de importações de energia, enquanto os EUA têm produção suficiente para reduzir essa dependência. Com isso, mexer no fluxo global de petróleo também significa mexer no equilíbrio de poder entre as duas potências.
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O conflito já começa a redesenhar esse mapa. Interrupções no Oriente Médio abriram espaço para os Estados Unidos ampliarem suas exportações e ganharem relevância como fornecedor global de energia.
O(S) VILÃO(ÕES) DA HISTÓRIA
Segundo Kazan, há uma estratégia clara por trás disso: pressionar economicamente os pontos mais sensíveis da China.
O risco que tira o sono de Washington
Outro fator que pesa na conta é o potencial de escalada. Mesmo sem armas nucleares, o Irã já mostrou que consegue mexer com o mercado global, principalmente ao afetar rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial.
Se esse poder vier acompanhado de capacidade nuclear, o nível de pressão sobe de forma significativa.
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“O risco é esse poder de barganha aumentar exponencialmente”, disse Kazan, citando declarações recentes de autoridades norte-americanas que reforçam a linha dura contra o avanço nuclear iraniano.
A volatilidade veio para ficar?
Sem uma saída clara no horizonte, o resultado é um mercado mais instável. O petróleo já incorpora um prêmio de risco geopolítico e reage rapidamente a qualquer sinal de escalada ou trégua.
Nos últimos meses, esse vai-e-volta ficou evidente: notícias de negociação derrubam os preços, enquanto sinais de tensão voltam a aumentar as cotações.
Para Kazan, esse é o novo normal. “As commodities estão sob os holofotes e devem continuar assim”, o gestor da BTG Asset.
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*Com informações do Money Times
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