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A Polícia Federal chegou ao núcleo político do caso do Banco Master pela primeira vez, e um dos suspeitos a ter agentes batendo à porta foi o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que também é presidente nacional do partido.
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O senador foi alvo de mandado de busca e apreensão pela PF, que deflagrou nesta quinta (7) uma nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de crimes envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro.
Segundo as investigações, Nogueira, ex-chefe da Casa Civil do governo Jair Bolsonaro, recebeu propina de R$300 mil por mês para defender interesses de Vorcaro.
Com a revelação, o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a nova fase da operação, alegando que o senador “é indicado como destinatário central das vantagens indevidas e como agente público que, em tese, instrumentalizou o exercício do mandato parlamentar em favor dos interesses privados de Daniel Bueno Vorcaro”.
Até o momento, Nogueira não se pronunciou publicamente. Em nota, a defesa afirmou que ainda não teve acesso aos motivos da operação e, por isso, não comentaria o caso neste momento.
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A nova fase das investigações do caso do Banco Master
Segundo a PF, policiais federais cumprem dez mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária, expedidos pelo STF, nos estados do Piauí, de São Paulo, de Minas Gerais e no Distrito Federal.
A decisão judicial autorizou, ainda, o bloqueio de bens, de direitos e de valores no valor de R$18,85 milhões, de acordo com nota da PF.
O pagamento da vantagem indevida a Ciro Nogueira, segundo a decisão, foi feito por meio de uma transação financeira com “expressivo deságio”.
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Vale lembrar também que o senador foi quem apresentou a emenda que aumentaria para R$1 milhão a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que ficou conhecida como emenda Master.
Segundo as investigações, a PF chegou a descobrir que o texto foi entregue por uma pessoa ligada a Vorcaro ao gabinete de Ciro Nogueira e foi integralmente reproduzido.
O banqueiro monitorou a iniciativa parlamentar e chegou a dizer a pessoas próximas que, se fosse aprovada, provocaria uma “hecatombe” no mercado. A emenda, contudo, não passou no Congresso.
Afinal, quem é Ciro Nogueira?
Nascido em Teresina, em 21 de novembro de 1968, Nogueira é formado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Iniciou a trajetória política no Piauí e foi eleito deputado federal por quatro mandatos consecutivos antes de chegar ao Senado, em 2011. Em 2018, foi reeleito para a Casa.
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Desde 2013, preside nacionalmente o partido Progressistas (PP). Ao longo da carreira, participou de articulações políticas em diferentes governos e ampliou a influência do PP em negociações no Legislativo.
Entre 2021 e 2022, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, ocupou o cargo de ministro-chefe da Casa Civil, se tornando um dos principais articuladores políticos da gestão.
Nos últimos anos, o parlamentar se consolidou como uma das lideranças da oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Senado e mantém atuação em debates sobre economia e articulação partidária.
*Com informações do Estadão Conteúdo e Reuters.
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