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Movendo céus e terra para crescer, o Mercado Livre (MELI34) entrou em mais uma temporada de resultados diante do difícil desafio de equilibrar as expectativas dos investidores enquanto acelera investimentos que pressionam a rentabilidade — e, pelo que parece, não foi desta vez que a empresa conseguiu cumprir a missão.
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Nesta quinta-feira (7), a plataforma argentina de nascença e brasileira de coração divulgou o balanço do primeiro trimestre de 2026 com um lucro líquido 15,6% menor na base anual, de US$ 417 milhões, abaixo do consenso de mercado compilado pela Bloomberg, que apontava para US$ 432,6 milhões.
Já o Ebit (lucro antes de juro e impostos) foi de US$ 611 milhões, queda de quase 20% em relação aos três primeiros meses do ano passado e abaixo do consenso de mercado, de US$ US$ 668,9 milhões.
A margem Ebit — que mostra a eficiência da operação principal do negócio — ficou em 6,9%, uma queda de 6 pontos percentuais (p.p) frente ao mesmo período de 2025. O número veio menor do que o projetado pelo BTG Pactual e pelo Itaú BBA, que esperavam margem de 7,4%.
A receita líquida, por sua vez, avançou 49% na comparação anual, para US$ 8,8 bilhões, superando as expectativas do mercado compiladas pela Bloomberg, que apontavam para US$ 8,339 bilhões.
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O avanço da receita sem uma conversão proporcional em lucro é justamente o sinal que indica que a companhia segue priorizando crescimento e ganho de participação de mercado, mesmo que isso pressione a rentabilidade no curto prazo.
Com isso, as ações do Mercado Livre (MELI) estão em queda forte no pós mercado da Nasdaq, perdendo cerca de 6,4% do valor, a US$ 1.757,16.
Mas frete grátis segue ‘mostrando a que veio’ no Brasil
No Brasil, as vendas aceleraram 38% neutralizando os efeitos da variação cambial. O desempenho veio acompanhado por uma disparada de 56% nos itens vendidos na comparação anual — mais que o dobro do ritmo registrado no segundo trimestre de 2025, quando o Mercado Livre reduziu o valor mínimo elegível para frete grátis no país.
Segundo a companhia, a estratégia seguiu entregando resultados acima das expectativas internas.
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O número de compradores únicos no Brasil cresceu 32% em um ano, no ritmo mais rápido dos últimos cinco anos, enquanto indicadores como conversão, frequência de compras, retenção de clientes e satisfação dos clientes bateram recordes históricos.
Fora do Brasil, o México registrou crescimento de 28% nas vendas em termos neutros de câmbio, enquanto os itens vendidos avançaram 34% na comparação anual.
Na Argentina, as vendas cresceram 41%, acompanhadas por uma alta de 35% nos itens vendidos. Já o Chile manteve a aceleração observada nos últimos trimestres, com avanço de 40% nas vendas neutralizando os efeitos cambiais, impulsionado pela maior penetração do frete grátis e das entregas no mesmo dia e no dia seguinte.
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