O mercado internacional tem sido impactado, em especial, pela temporada de resultados com números acima das estimativas, segundo Enzo Pacheco, analista da Empiricus Research.
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No giro do mercado desta sexta-feira (8), ele destaca o Payroll, relatório de emprego dos Estados Unidos (EUA), que, apesar de ter trazido uma criação de vagas maior do que o esperado, registrou uma taxa de desemprego de 4,3%.
Pacheco diz que caso os resultados viessem altos, suscitaria a dúvida sobre o corte da taxa de juros – hoje na faixa de 3,50% e 3,75% – por parte do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA. Para ele, no cenário atual, a taxa deve permanecer inalterada por algum tempo.
Lá fora, outro ponto de atenção constante é a guerra entre os EUA e o Irã, que, de acordo com o analista, não deve dar trégua para o preço do petróleo voltar ao patamar do começo do ano.
“A cada dia sem solução, há uma quebra importante na cadeia de suprimentos. Diversos países estão tendo que segurar a produção, que, para retomar, não é fácil como um botão de ligar e desligar”, afirma Pacheco ao jornalista Kaype Abreu.
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Ele observa que, de certa forma, isso pode impactar a inflação no curto prazo, mas que não vê como algo sustentável ao ponto de o Fed revisar os juros para cima, com maior prejuízo para os mercados.
Diante do contexto internacional, o analista declarou sobre o sentimento do investidor: “Com guerra ou sem guerra, se as empresas continuarem entregando resultados, os investidores estão dispostos a comprar essa briga”.
No Brasil, o Ibovespa (IBOV) subia pela manhã após mais de 20 empresas divulgarem balanços do primeiro trimestre de 2026 (1T26) de ontem para hoje. Localiza (RENT3) avançava em razão de alta de 45% do lucro líquido em relação ao mesmo período do ano anterior, assim como a Petro Recôncavo (RECV3), ao anunciar R$ 100 milhões em juros sobre capital próprio.
Do lado das baixas, Embraer (EMBJ3), com um 1T26 avaliado pelo mercado como fraco, após uma longa sequência de desempenho acima do esperado, o que dificultou a comparação com novos resultados. Além da Magazine Luiza (MGLU3), com prejuízo de R$ 33,9 milhões, entre outras.
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*Com supervisão de Vitor Azevedo
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