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(Imagem: REUTERS/Sergio Moraes)
O otimismo com o avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã pressionou os preços do petróleo no mercado internacional e derrubou as cotações da Petrobras (PETR3;PETR4) – que vinham se beneficiando da disparada dos preços do barril.
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Nesta sexta-feira (8), as ações da estatal completaram cinco sessões de quedas consecutivas, acompanhando a forte desvalorização do Brent na semana.
Hoje, PETR3 terminou o dia com baixa de 0,87%, a R$ 50,11. PETR4 registrou queda de 1,19%, a R$ 45,67, sendo a segunda ação mais negociada na B3 com 55,6 mil negócios e giro financeiro de R$ 1,399 bilhão.
No acumulado da semana, PETR3 caiu 8,44% – figurando como a terceira maior baixa do Ibovespa (IBOV) no período –, e PETR4 tombou 6,95%.
Essa foi a maior baixa semanal desde o intervalo de 4 a 8 de março de 2024. Na ocasião, a empresa frustou o mercado com o corte de dividendos extras após a divulgação do balanço anual de 2023, sob a gestão de Jean Paul Prates.
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No período, os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para julho recuaram 6,36%, encerrando o último pregão a US$ 101,29 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Petrobras e o conflito no Oriente Médio
Desde o início da guerra no Irã, em 28 de feveireiro, as ações da Petrobras (PETR3;PETR4) vêm acumulando forte valorização com a escalada nos preços do petróleo e incertezas sobre a duração do conflito no Oriente Médio.
Considerando apenas o período do conflito no Oriente Médio, a estatal bateu 12 recordes em valor de mercado. O pico histórico foi registrado em 14 de abril, quando a empresa encerrou o dia avaliada em R$ 680,1 bilhões.
Nesta sexta-feira, a companhia soma R$ 621,7 bilhões em valor de mercado.
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Hora de comprar na baixa?
Nesta última segunda-feira (4), o BTG Pactual reiterou a recomendação de compra para as ações da Petrobras, após dados operacionais do primeiro trimestre (1T26) e na expectativa pelo balanço trimestral. O preço-alvo para PETR4 é de R$ 62 em dezembro deste ano.
No relatório, os analistas Bruno Henriques, Gustavo Cunha e Rodrigo Almeida afirmaram que as ações da estatal seguem como um ativo de valor de escassez com um momentum robusto.
Para o trio, PETR4 tem uma “posição única” entre os pares, sendo uma das poucas companhias integradas de energia em mercados emergentes com perfil robusto de produção e crescimento e uma das principais estatais listadas no Brasil que pode se beneficiar de um cenário eleitoral mais construtivo.
O banco projeta um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) próximo de US$ 13 bilhões no 1T26. Já os dividendos devem girar em torno de US$ 2,1 bilhões, o que implicaria um dividend yield de cerca de 1,5% apenas no trimestre.
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O balanço do 1T26 será divulgado na próxima segunda-feira (11), depois do fechamento dos mercados. A teleconferência de resultados está prevista para o dia seguinte, às 11h30 (horário de Brasília) – acesse o link.
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