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A temporada de balanços do primeiro trimestre mal começou a esfriar e um outro movimento passou a dominar o noticiário: a dança das cadeiras entre CEOs das empresas listadas na bolsa brasileira.
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Nos últimos dias, companhias de peso anunciaram mudanças importantes no comando — algumas imediatas, outras desenhadas em longos processos de transição.
A semana teve mudanças relevantes em Axia Energia (AXIA3), Tenda (TEND3) e Cemig (CMIG4) — três companhias que decidiram mexer na cadeira mais importante da empresa.
Axia Energia (AXIA3) inicia sucessão de Ivan Monteiro
A ex-Eletrobras anunciou nesta semana o início do processo de sucessão do CEO Ivan Monteiro.
Mas os investidores podem respirar: a troca será feita sem pressa. Segundo a companhia, Monteiro permanecerá no cargo até abril de 2027.
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Para conduzir a transição, a empresa criou uma vice-presidência executiva diretamente ligada ao CEO. O cargo será ocupado por Élio Wolff, atual vice-presidente de Estratégia e Desenvolvimento de Negócios da companhia.
A diretoria hoje comandada por Wolff será extinta em junho, enquanto a nova vice-presidência terá caráter temporário e desaparecerá ao fim do processo sucessório.
Em fato relevante, a companhia afirmou que a decisão faz parte de um “processo estruturado de sucessão e desenvolvimento de lideranças”, com apoio de consultoria especializada.
O movimento acontece em meio à consolidação da nova fase da companhia após a privatização e reforça o foco da elétrica em governança corporativa e planejamento de longo prazo.
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Tenda (TEND3) troca CEO após 15 anos
Outra mudança de peso veio da construtora.
Depois de 15 anos liderando a empresa, Rodrigo Osmo deixará a presidência-executiva da Tenda. O escolhido para assumir o comando foi Marcos Cruz, ex-CEO da Nitro Química e executivo com passagens pela McKinsey e pela Secretaria Municipal da Fazenda de São Paulo.
A transição começará em junho de 2026 e terá duração de um ano. Depois disso, Osmo deverá migrar para o conselho de administração da companhia.
A escolha de um executivo de fora chamou atenção do mercado. Segundo Claudio Andrade, presidente do conselho da Tenda, a empresa buscava alguém com forte perfil operacional, experiência em liderar grandes equipes e visão de longo prazo alinhada ao modelo de partnership da companhia.
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O executivo afirmou ainda que, apesar de reconhecer a qualidade dos nomes internos, a avaliação foi de que nenhum deles reunia experiência suficiente para liderar operações mais complexas neste momento da empresa.
A leitura do mercado é que a Tenda tenta preparar uma nova fase de crescimento sem abrir mão da cultura construída ao longo da última década.
A elétrica mineira aproveitou a divulgação dos resultados do primeiro trimestre para anunciar também uma mudança importante no comando.
A companhia informou a eleição de Alexandre Ramos Peixoto para o cargo de CEO, substituindo Reynaldo Passanezi Filho.
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Engenheiro de carreira da empresa, Peixoto possui formação em Engenharia de Qualidade e Gestão pela PUC Minas, além de especialização em Gestão e Planejamento Estratégico pela UFMG e MBA ligado ao setor energético.
Ao comunicar a troca, a Cemig destacou que a gestão de Passanezi foi marcada por crescimento da companhia, avanço em eficiência operacional e investimentos recordes.
O anúncio veio junto dos números trimestrais. A empresa reportou lucro líquido de R$ 979 milhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 5,8% na comparação anual.
O Ebitda consolidado somou R$ 1,79 bilhão, abaixo das expectativas do mercado, enquanto a receita avançou 6,3%, para R$ 10,46 bilhões.
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