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IPCA + 9,66%: Itaú BBA vê ‘janela de oportunidade’ e seleciona títulos de renda fixa

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(iStock/ Rmcarvalho)

A recente turbulência no mercado de crédito privado abriu uma janela de oportunidade para investidores em busca de retornos mais elevados em títulos incentivados, na avaliação do Itaú BBA.

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Em relatório de “top picks” para maio, o banco afirma que a abertura dos spreads foi provocada muito mais por questões técnicas de fluxo e liquidez do que por uma deterioração estrutural das empresas emissoras.

Segundo os analistas, desde o fim de março os spreads médios das debêntures incentivadas avançaram cerca de 60 pontos-base, enquanto os papéis atrelados ao CDI abriram aproximadamente 40 pontos-base. O movimento ocorreu em meio a uma combinação de resgates em fundos de crédito, baixa liquidez no mercado secundário, rebaixamentos de rating e eventos pontuais de crédito.

Na visão do banco, porém, o mercado acabou punindo ativos de forma relativamente indiscriminada, sem uma piora generalizada dos fundamentos corporativos.

“O ajuste recente foi majoritariamente técnico, refletindo a mudança de fluxo e de condições de liquidez, sem evidência até o momento de deterioração disseminada das teses de crédito das companhias”, escreveram os analistas.

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O BBA destaca que a dinâmica criou oportunidades para investidores dispostos a carregar os papéis até o vencimento, travando taxas mais elevadas em meio ao estresse temporário do mercado.

Oportunidades na renda fixa

Entre as recomendações em títulos indexados ao IPCA, o banco escolheu debêntures da Rumo e da Águas do Rio.

A emissão da Rumo, com vencimento em 2030, aparece como opção conservadora, pagando IPCA + 8,28%, enquanto o papel da Águas do Rio, com vencimento em 2042, oferece IPCA + 9,66% e foi classificado como investimento mais arrojado.

No segmento prefixado, o banco selecionou títulos da Neoenergia, via Cosern, além de emissões da Brasil Terrenos e da Neomille. As taxas indicadas chegam a 14,80% ao ano no caso da Neomille.

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Já entre os papéis atrelados ao CDI, o destaque ficou para emissões da Iguatemi, da Construtora Pacaembu e novamente da Brasil Terrenos. Os retornos variam entre 97% e 105% do CDI.

O banco também chama atenção para a mudança estrutural ocorrida nos últimos anos no mercado de debêntures incentivadas. Segundo o relatório, alterações regulatórias e tributárias, como a Lei 14.754/2023, resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN) e mudanças promovidas pela MP 1.303 em 2025, estimularam uma corrida dos investidores para ativos isentos de Imposto de Renda.

Esse fluxo intenso acabou comprimindo os prêmios anteriormente, em um mercado que possui oferta limitada e pouca profundidade no secundário. Agora, com a reversão parcial desse movimento, o Itaú BBA avalia que os spreads voltaram para níveis mais atrativos.

Confira as escolhas do Itaú BBA para maio

IndexadorCódigoEmpresaTaxaVencimentoRatingPerfil
IPCA+RUMOA4RumoIPCA + 8,28%15/04/2030AAAConservador
IPCA+RISP24Águas do RioIPCA + 9,66%15/09/2042AA-Arrojado
PrefixadoCSRNA3Neoenergia (Cosern)13,01%15/11/2032brAAAConservador
Prefixado25H0243071Brasil Terrenos14,59%16/08/2032AA+Arrojado
PrefixadoCRA025008C1Neomille14,80%15/12/2032AAArrojado
CDI24F1126524Iguatemi97% do CDI15/06/2032AAAConservador
CDI25L2398303Construtora Pacaembu102% do CDI28/12/2032AAAModerado
CDI25H0243072Brasil Terrenos105% do CDI16/08/2032AA+Arrojado

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