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O petróleo sobe acima de US$ 3 após Trump rejeitar resposta do Irã à proposta de paz dos EUA

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Os preços do petróleo dispararam nesta segunda-feira (11), um dia depois de o presidente Donald Trump afirmar que a resposta do Irã a uma proposta dos Estados Unidos era “inaceitável”, aumentando os temores sobre a oferta, enquanto o Estreito de Ormuz permanecia amplamente fechado, mantendo o mercado global apertado.

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Os contratos futuros do petróleo Brent subiam US$ 3,25, ou 3,21%, para US$ 104,50 por barril às 5h11 (horário de Brasília). O West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos estava em US$ 98,37 por barril, alta de US$ 2,95, ou 3,09%.

Na semana passada, ambos os contratos registraram perdas semanais de 6%, diante das esperanças de um fim iminente para o conflito de 10 semanas, o que permitiria o trânsito de petróleo pelo Estreito de Ormuz.

“O mercado de petróleo continua se comportando como uma máquina movida por manchetes geopolíticas, com os preços oscilando fortemente a cada comentário, rejeição ou alerta vindo de Washington e Teerã”, disse Priyanka Sachdeva, analista sênior de mercado da Phillip Nova.

Trump deve chegar a Pequim nesta quarta-feira (13) e deverá discutir o Irã, entre outros temas, com o presidente chinês Xi Jinping, segundo autoridades dos EUA.

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“A atenção do mercado agora se volta diretamente para a visita do presidente Trump à China esta semana”, escreveu o analista de mercado da IG, Tony Sycamore, em uma nota.

“Há esperança de que ele consiga persuadir Pequim a usar sua influência sobre o Irã para impulsionar um cessar-fogo abrangente e uma solução para a interrupção em curso no Estreito de Ormuz.”

O mundo perdeu cerca de 1 bilhão de barris de petróleo nos últimos dois meses, e os mercados de energia levarão tempo para se estabilizar mesmo que os fluxos sejam retomados, afirmou neste domingo o CEO da Saudi Aramco, Amin Nasser.

Outros três petroleiros transportando petróleo bruto deixaram o Estreito de Ormuz na semana passada com os rastreadores desligados para evitar ataques iranianos, mostraram dados da empresa de monitoramento marítimo Kpler, destacando uma tendência crescente para manter as exportações de petróleo do Oriente Médio.

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“Mesmo que o choque agudo no petróleo desapareça até o fim de 2026, o risco contínuo de nova interrupção no Estreito de Ormuz, estoques reduzidos e uma coordenação política mais fraca devem manter um prêmio de risco geopolítico embutido nos preços”, escreveram analistas do ANZ em nota nesta segunda-feira.

Os analistas do ANZ esperam que o Brent permaneça acima de US$ 90 por barril ao longo de 2026 e em torno de US$ 80 a US$ 85 por barril em 2027, à medida que o crescimento da demanda seja retomado e os estoques sejam gradualmente reconstruídos.

Refletindo o impacto das interrupções no fornecimento, as importações da China, maior importadora mundial de petróleo, caíram para o menor nível em quase quatro anos em abril, mostraram dados oficiais divulgados no fim de semana.

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