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O sino da B3 voltou a tocar em uma oferta pública inicial de ações (IPO) depois de um hiato de quase cinco anos. As ações da Compass (PASS3), subsidiária da Cosan (CSAN3), estrearam na bolsa de valores brasileira nesta segunda-feira (11).
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Com a tradicional queda de papéis picados (azuis e vermelhos, as cores da empresa de distribuição de gás), o CEO da Compass e executivos da B3 destacaram o momento simbólico.
A empresa precificou seus papéis na quinta-feira (7), no limite inferior da faixa de preços, a R$ 28. Com isso, ela levanta R$ 3,2 bilhões e é avaliada em R$ 20 bilhões.
A companhia, que já estava listada na B3 no mercado de dívida, abre seu capital no Novo Mercado, patamar mais alto e exigente da bolsa. A oferta é secundária, ou seja, o dinheiro captado vai para os acionistas vendedores, principalmente a Cosan.
Como foi o IPO da Compass
O evento reuniu executivos da empresa de distribuição de gás, da sua controladora, da B3 e analistas de bancos que participaram da oferta. O logo da Compass também ganhou um espaço na parede da bolsa.
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Desde a criação da companhia, em 2020, “a gente vem construindo um portfólio de ativos super estratégicos e uma cultura de alta performance. Isso, mesmo em condições muito adversas, vem fazendo com que a gente trilhe esse caminho e chegue aqui hoje”, afirmou o CEO da Compass, Antônio Simões, durante a cerimônia.
O executivo da empresa de gás também agradeceu os bancos participantes da oferta, assessores financeiros e jurídicos e conselheiros. “Todas as instituições atuaram para que a gente pudesse estar aqui num prazo muito exíguo, num período muito rápido”, disse.
Para muitos, tanto analistas quanto funcionários da B3, foi a primeira chance de presenciar um IPO na bolsa brasileira. A última estreia do tipo foi em setembro de 2021 e, na época da pandemia, a participação era um pouco mais restrita. Havia até uma escola em visitação no espaço, e as crianças acompanharam a festa do primeiro andar.
Reabertura da janela de IPOs?
Este IPO pode abrir uma janela para novas ofertas, acredita Viviane Basso, vice-presidente de operações da B3. Desde o começo do ano, a bolsa de valores brasileira tem visto um aumento no fluxo de capital estrangeiro, o que levou à valorização do Ibovespa.
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No entanto, essa entrada de dinheiro de fora também varia também conforme o cenário geopolítico. A bolsa também é afetada com os juros altos, que atrai investidores para a renda fixa.
“Mas, à medida em que os juros começam a cair, o mercado de capitais brasileiro se torna bastante atrativo, e não só para os investidores locais, institucionais e de varejo, mas também para os investidores estrangeiros”, afirmou Basso.
Ela afirmou que acredita que, mesmo com o ano eleitoral, há espaço para mais empresas seguirem o caminho da Compass. Ela mencionou que 50 empresas já possuem registro na B3 e atuam apenas com emissões de dívidas, sem ter papéis negociados na bolsa, e que seriam candidatas potenciais a IPOs.
Leonardo Resende, superintendente de empresas e mercado de capitais da B3, diz que essas ofertas devem partir de empresas em setores como infraestrutura, energia e agronegócio, mas sem dar um prazo para que isso aconteça.
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Atualmente, a Copasa também tem uma oferta em andamento na B3. A companhia de saneamento de Minas Gerais está em uma etapa prévia, e o prospecto ou faixa de preço ainda não foram divulgados.
Recentemente, a Vitru Educação realizou um follow on, para levantar até R$ 300 milhões. A Vitru fez seu IPO em 2020, na bolsa americana Nasdaq e, em junho de 2024, realizou a migração de suas ações para a B3. Esta foi a primeira oferta de ações da companhia realizada no Brasil.
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