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Depois de anos 16 anos de obras, o novo Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro finalmente começou a abrir suas portas em Copacabana na última sexta-feira (8) — ainda que parcialmente.
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Em soft opening, o espaço surge como mais uma atração cultural para o bairro que já concentra alguns dos cartões-postais mais emblemáticos da cidade: a sua orla.
Agora, é possível conferir de forma gratuita a exposição Arquitetura em Cena – o MIS Copa antes da Imagem e do Som, que conta a trajetória do novo edifício localizado na Avenida Atlântica.
Ocupando apenas a área do térreo e do mezanino, a mostra narra desde a concepção arquitetônica do prédio, à construção do museu ao longo dos anos, empreendimento que, até hoje, ainda não chegou ao fim.
Como visitar o MIS RJ?
Por enquanto, a visitação pode ser realizada apenas aos sábados e domingos, as 10h ou 14h, mediante reserva pelo Sympla, que toda terça-feira libera uma leva de ingressos para a semana seguinte.
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Mais de 1 milhão de itens e cinema a céu aberto: o que esperar da nova sede do MIS em Copacabana

Mesmo antes de concluir todas as áreas internas, o novo MIS já nasce como uma atração arquitetônica da orla de Copacabana. Isso porque o escritório nova-iorquino Diller Scofidio + Renfro assinou o edifício e o projetou para dialogar diretamente com a paisagem carioca.
O formato ondulado do calçadão de Copacabana, criado pelo arquiteto brasileiro Roberto Burle Marx, é a principal inspiração estética do projeto.
A fachada também chama atenção com os 22 mil tubos de alumínio que a revestem, de forma a filtrar a entrada de luz natural ao longo do dia sem bloquear a ventilação (e a vista).
E do lado de dentro?
O Museu da Imagem e do Som deve abrigar parte de um acervo com mais de 1 milhão de itens, incluindo coleções ligadas ao fotógrafo Augusto Malta, à cantora Carmen Miranda e ao músico Pixinguinha, de acordo com secretária estadual de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros, em entrevista à Agência Brasil.
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Ao todo, o edifício do MIS apresenta 9 pavimentos e 12 espaços. Os outros andares do deverão abrigar exposições temporárias, cafés, auditórios e salas de pesquisa. O foco do museu será em oferecer experiências imersivas, dedicadas à identidade audiovisual carioca.

Entre os destaques do projeto está o terraço com cinema ao ar livre e vista panorâmica para o mar, área que poderá ser acessada por qualquer visitante (com ou sem ingresso).
“A ideia é que o público possa sair da praia, tomar uma ducha na base do prédio, subir as escadarias em zigue-zague e aproveitar a paisagem ou uma sessão de cinema ao ar livre”, segundo o portal oficial do Diller Scofidio + Renfro.

Além disso, o edifício abriga um auditório subterrâneo com capacidade para 280 pessoas, construído a cerca de 10 metros de profundidade.
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Por enquanto, porém, nem todos os ambientes do museu estão abertos ao público. Isso porque parte dos espaços ainda depende da conclusão das etapas finais da obra, prevista para o fim do ano.
De centro cultural à ‘elefante branco’: conheça a história do MIS
Surgido em 1965, o Museu da Imagem e do Som (MIS) do Rio de Janeiro foi o primeiro museu audiovisual do Brasil.
Concebido por Carlos Lacerda, jornalista e então governador da Guanabara, o espaço nasceu para difundir a memória audiovisual carioca. Nos primeiros anos, o local movimentava a vida cultural da cidade com exposições, debates e salas de cinema na Praça XV, no centro.
Em 1990, ganhou mais um endereço, na Lapa, abrigando a administração e parte do acervo. No entanto, com o passar dos anos, cortes de verbas e mudanças de gestão, o museu foi perdendo sua relevância.
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Até que, em 2008, o governador do estado, Sergio Cabral, anunciou uma nova sede para o museu: agora em Copacabana.
O sonho de uma nova sede
“O novo MIS será – além de um centro de memória, conservação e estudos já consagrado – um Museu de fato. Seu acervo será exibido de forma moderna, fazendo uso de novas mídias e da mais alta tecnologia, e interativa, com a intenção de encantar seus visitantes”, disse Sérgio Cabral em comunicado do portal do Governo do Rio, em 2009.
A expectativa em torno do projeto era tão grande que o governo do Rio promoveu um concurso internacional de arquitetura para definir o conceito do museu. A iniciativa foi realizada pela Secretaria de Estado de Cultura em parceria com a Fundação Roberto Marinho.
O vencedor, escolhido em 2009, foi o escritório nova-iorquino Diller Scofidio + Renfro, o mesmo responsável pelo High Line, parque suspenso que ajudou a transformar o oeste de Manhattan. E então, no ano seguinte, começaram as obras.
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A novela de quase duas décadas da construção do MIS Copacabana
Em 2010, o projeto deu o primeiro passo concreto com a demolição do antigo prédio da boate Help, na Avenida Atlântica.
A expectativa inicial era inaugurar o museu em dezembro de 2014. Depois, o cronograma foi adiado para 2016, em uma tentativa de entregar o espaço a tempo dos Jogos Olímpicos do Rio. Mas tais planos nunca saíram do papel.
As fundações e a estrutura de concreto ficaram prontas em 2014. No entanto, a etapa seguinte, responsável pelas instalações e acabamentos, acabou interrompida em 2016, em meio à crise fiscal que atingiu o estado do Rio de Janeiro. Foi só em 2021 que o governo retomou as obras.
O investimento total na construção do MIS foi de cerca de R$ 345 milhões, sendo 53% provenientes do governo estadual, 10% do Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo e os outros 37% captados junto à iniciativa privada por meio de leis de incentivo.
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