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(Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil)
Os Correios estão em negociação com bancos para contratar um novo empréstimo de R$ 7 bilhões com garantia da União ainda neste ano, segundo informações apuradas pelo jornal Valor Econômico. O valor ficou abaixo dos R$ 8 bilhões inicialmente previstos no plano de reestruturação da estatal.
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As condições da operação ainda estão em discussão, mas a expectativa é de que sigam parâmetros semelhantes aos do financiamento fechado em 2025. Na ocasião, o custo ficou em torno de 115% do CDI, com prazo de 15 anos e carência de três anos.
De acordo com fontes ouvidas pela publicação, mais de dez instituições financeiras foram consultadas e já há interesse de parte dos bancos em participar da operação.
No fim de fevereiro, o governo federal havia autorizado uma nova captação de até R$ 8 bilhões para os Correios dentro do limite global anual de operações com garantia da União.
Crise dos Correios
A nova operação faz parte do plano de financiamento da estatal, que prevê captações totais de R$ 20 bilhões até 2026. Em 2025, os Correios já haviam contratado R$ 12 bilhões junto a cinco bancos (Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander).
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Segundo o presidente da estatal, Emmanoel Rondon, o valor final da nova captação poderia ser menor que o inicialmente estimado, em função de medidas internas de reforço de liquidez.
“Podem não ser os R$ 8 bilhões para uma próxima captação, (porque) algumas ações que a gente conseguiu implementar trouxeram conforto de liquidez que é relevante”, afirmou durante coletiva de divulgação dos resultados da empresa.
O cenário financeiro dos Correios segue pressionado. Em 2025, o prejuízo da estatal mais que triplicou, atingindo R$ 8,5 bilhões, ante R$ 2,6 bilhões no ano anterior. Com isso, a estatal soma 14 trimestres consecutivos no vermelho, desde o quarto trimestre de 2022, mantendo uma sequência ininterrupta de perdas há mais de três anos.
O balanço ainda mostra que a receita bruta caiu 11,35%, para R$ 17,3 bilhões, enquanto o patrimônio líquido encerrou o período em R$ 13,1 bilhões negativos.
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