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O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), durante fórum do Lide em Nova York (Captura de tela/Lide)
Os governadores do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), e do Ceará, Elmano de Freitas (PT), mostraram posições divergentes sobre a relação com o setor privado e o ajuste fiscal durante o 15º Lide Brazil Investment Forum, em Nova York (EUA). Enquanto Leite defendeu as privatizações de empresas públicas para o ajuste das contas, Elmano falou em parcerias e garantiu que o estado nordestino obteve equilíbrio fiscal e aumentou empregos com o PT no governo.
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Eduardo Leite citou as privatizações de empresas públicas como uma forma de evitar que grupos políticos comandem estatais. Como consequência, segundo Leite, o governo federal terá possibilidade de fazer o ajuste fiscal e, do outro lado, a produtividade aumentará do País.
“O orçamento é capturado por parte da elite privilegiada e por benefícios concedidos. Governo ajustado do ponto de vista fiscal, não significa menos governo. Independente de governos, grupos e partidos vão demandar Banco do Brasil, Caixa e Correios para ter o quinhão, por isso sou defensor das privatizações e o senso de urgência para melhorar produtividade”, afirmou Leite.
Elmano de Freitas adotou o tom conciliador e disse que o “Brasil é maior que as ideologias”, antes de citar, segundo ele, os avanço do governo em mais de uma década sob o comando do PT. “Conseguimos um equilíbrio fiscal, e ter uma população com carteira assinada maior do que a de beneficiários do Bolsa Família”, disse.
Na maior parte do discurso, Elmano falou sobre a necessidade de o Brasil garantir a segurança energética ter investimentos da datacenters. Recentemente, a empresa Omnia Data Centers anunciou investimentos de R$ 200 bilhões para a construção de um complexo de processamento de dados no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, naquele estado.
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O complexo deve demandar 300 megawatts de energia, fornecimento que, segundo Elmano, será garantido pelo excedente de produção do Ceará, que produz 6 gigawatts e consome 1 gigawatt. “O investimento é algo absolutamente estratégico para o Brasil. Se tivermos uma pane no sistema financeiro, parte dos dados do Brasil encontra-se lá fora”, disse
Elmano defendeu o aumento da produção de energia renovável, mas com o diversificação na matriz energética brasileira, inclusive com combustíveis fósseis. “Temos de ter a clareza que não vamos priorizar uma fonte, excluindo a outra. Vamos aumentar a energia renovável convivendo com outras fontes e o Parlamento é importante para encontrar o ponto de equilíbrio para os interesse dos que querem empreender do setor”.
Ex-governador de São Paulo e co-chairman do Lide, João Doria adotou o tom pacificador e pediu o fim da agressão e a convergência entre direita e esquerda. “Não há nós contra eles e não há pobres contra ricos, pois democracia não é confronto”, concluiu
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