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Braskem (BRKM5) dispara mais de 20% após selo de compra do JP Morgan — ainda dá tempo de entrar?

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Em um pregão tingido de vermelho na bolsa brasileira, a Braskem foi na contramão — e com força suficiente para roubar a cena. Enquanto o Ibovespa recuava cerca de 1% nesta terça-feira (12), as ações BRKM5 chegaram a disparar mais de 20%, se isolando na liderança dos ganhos do dia. 

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O estopim para o desempenho positivo veio de um upgrade pelo JP Morgan. O banco norte-americano decidiu virar a chave na recomendação do papel, e avalia que enfim chegou a hora de dar um voto de confiança para a Braskem. 

Os analistas elevaram a recomendação das ações BRKM5 de neutro para compra, e revisaram o preço-alvo de R$ 10,50 para R$ 15 — o que implica um potencial de valorização de cerca de 63% em relação ao fechamento anterior. 

Por volta das 12h40, os papéis da petroquímica disparavam 22,17%, a R$ 11,24 — o maior salto diário desde novembro de 2023. Com a performance desta sessão, a Braskem passou a acumular valorização de 42% desde o início de 2026. 

Hora da virada para a Braskem (BRKM5)? JP Morgan diz que sim

Para o JP Morgan, o rali reflete não apenas o upgrade na recomendação, mas uma combinação de fatores que começa a redesenhar o cenário da companhia: oferta global mais apertada, melhora de margens e avanços relevantes na governança. 

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Um dos principais pilares da tese mais construtiva está fora do Brasil. Segundo os analistas, as condições do mercado global de petroquímicos passaram por uma inflexão recente.  

Tensões geopolíticas e gargalos logísticos no Oriente Médio reduziram a oferta disponível, elevando as taxas de utilização das plantas e sustentando spreads petroquímicos mais altos. 

“A Braskem está posicionada para um 2026 mais forte”, avalia o banco. “Os desafios globais e as restrições logísticas apertaram a oferta petroquímica e sustentaram a melhora das margens.” 

Esse contexto levou o JP Morgan a revisar suas estimativas para a companhia, incorporando spreads mais elevados e resultados potencialmente mais robustos em relação ao período pré-conflito. 

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Ainda assim, o banco norte-americano avalia que o ajuste desse novo equilíbrio não será imediato. Segundo os analistas, a normalização ao longo da cadeia deve levar meses, diante de interrupções contínuas em plantas industriais e prazos logísticos mais longos. 

“Olhando para 2027, o desempenho financeiro da Braskem deve retornar a níveis de meio de ciclo, embora os efeitos persistentes do conflito e os ajustes na cadeia de suprimentos permaneçam como variáveis-chave”, avalia o banco. 

Incentivos fiscais entram na equação 

Além da ajuda do cenário externo, o ambiente doméstico também começa a jogar a favor, segundo os analistas. 

O JP Morgan afirma que a Braskem deve se beneficiar de avanços recentes nas medidas do governo de apoio à indústria química brasileira, com foco na melhora da competitividade dos produtores locais — especialmente em um momento de menor oferta global e pressão das importações. 

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Entre os principais pontos citados estão o reforço do REIQ, que apoia investimentos e expansão de capacidade; além da elevação do benefício fiscal e da criação do Programa Especial de Sustentabilidade da Indústria Química, com vigência prevista entre 2027 e 2031. 

A expectativa dos analistas é que essas medidas ajudem a aliviar pressões de custos na Braskem, além de melhorar a posição competitiva da produção doméstica e apoiar os investimentos em andamento.  

Para o banco, esse conjunto de medidas ajuda a melhorar a previsibilidade e a atratividade do setor no Brasil — um fator adicional de suporte à tese de investimento. 

Nova governança reforça confiança na Braskem 

Outro ponto que entra no radar dos investidores é a mudança na estrutura de controle da companhia. Para o JP Morgan, a transação envolvendo a IG4 Capital representa um divisor de águas na governança da Braskem.  

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O novo modelo substitui a estrutura anterior, liderada pela Novonor, antiga Odebrecht, por um arranjo de co-governança entre IG4 e Petrobras. 

O acordo de acionistas prevê um conselho de administração com 11 membros — incluindo três independentes — e representação equilibrada entre os dois principais grupos.  

Além disso, as decisões estratégicas passam a exigir consenso, o que, na visão do banco, tende a reforçar o alinhamento entre os sócios. 

“Isso representa uma mudança clara em relação à estrutura anterior”, avalia o JP Morgan, destacando que o novo desenho reduz assimetrias de poder e aumenta a transparência na condução da companhia. 

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Segundo os analistas, embora a reabertura do Estreito de Ormuz possa moderar o potencial de alta, fatores como a governança fortalecida da Braskem e a melhora dos fundamentos “ainda estão apenas parcialmente refletidas” na alta das ações. 

*Com informações do Money Times. 

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