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Adeus, Elo7: pressão dos gigantes do e-commerce levaram a Enjoei (ENJU3) a encerrar a plataforma três anos após a compra

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Se antes o Elo7 era um “queridinho” para a encomenda de itens personalizados para aniversários, convites e lembrancinhas de casamento e até presentes corporativos, agora, ele dá adeus ao mercado. A plataforma que fazia parte do ecossistema da Enjoei (ENJU3) desde 2023 teve as atividades encerradas na segunda-feira (11) e um dos vilões foi a concorrência forte no e-commerce.

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Fundada em 2008, o Elo7 funcionava como um site que de conexão entre pequenos empreendedores, que criavam produtos personalizados e artesanais, e consumidores de todo o Brasil que realizavam as encomendas.

Ao longo do tempo, a startup deixou de ser uma pequena iniciativa criada pelo casal chamado Juliano e Mônica Ipolito e recebeu investimentos internacionais de peso.

Até então, a compra de itens na internet não era uma prática tão difundida no Brasil, ainda mais no caso de produtos feitos à mão. Isso chamou a atenção dos interessados em vender, comprar e investir na empresa.

O resultado nos primeiros anos foi a entrada de capital institucional com fundos de venture capital como Monashees Capital e Accel Partners, a profissionalização com a contratação de um CEO que era ex-Mercado Livre, Carlos Curioni, e, posteriormente, a venda para a empresa norte-americana Etsy, em 2021.

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Em 2023 foi a vez da Enjoei entrar na jogada. A empresa de compra e venda de itens usados decidiu levar o Elo7 para dentro do ecossistema. Porém, como visto nesta semana, o casamento não durou muito…

O que está por trás do fim do Elo7

No comunicado publicado na segunda, a Enjoei afirmou que o motivo para encerrar as operações do Elo7 se baseia em “revisão estratégica e alocação de capital”.

Segundo a empresa, desde a integração da plataforma de encomendas personalizadas, há uma pressão no cenário competitivo.

A Enjoei comentou “a forte expansão de grandes empresas multinacionais de e-commerce” e, apesar de não citar nenhum nome, pode se referir a companhias como o Mercado Livre e Shopee — que também oferecem itens personalizados sob encomenda.

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Com a concorrência, os custos de aquisição de cliente se tornaram mais altos e passaram a existir mais barreiras de escala “que comprometeram a viabilidade econômica”, afirmou a dona do Elo7.

A Enjoei vai divulgar os resultados do 1º trimestre de 2026 após o fechamento desta terça-feira (12). No entanto, os números do 4T25 ajudam a entender o desfecho da plataforma que encerrou as atividades.

Embora o tíquete médio dos itens vendidos tenha aumentado em 4T25 em relação ao ano anterior, de R$ 148,78 para R$ 167,60, a quantidade de vendas diminuiu proporções relevantes.

No último trimestre de 2024, a plataforma vendeu 669 mil itens. Já no final do ano passado, o indicador registrou queda de 30%, com 487 mil itens.

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Outras duas linhas do balanço que tiveram um recuo foram a receita líquida e o lucro.

No 4T25, a receita líquida foi de R$ 15,1 milhões — 39,5% a menos que o ano anterior — e o lucro bruto de R$ 8,9 milhões — queda de 42,6%.

Quais os próximos planos?

Para quem tinha compras ou vendas já em andamento, a Enjoei afirmou que vai realizar as entregas. “Toda a infraestrutura do Elo7 continuará funcionando para que os pedidos em aberto sejam concluídos normalmente, dentro dos prazos informados no momento da compra.”

A companhia também disponibilizou um site de perguntas e respostas sobre os pedidos que foram realizados até o momento de anúncio do encerramento da plataforma.

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Além disso, a Enjoei defende que a descontinuidade do Elo7 é “um passo decisivo para o desenvolvimento da companhia” por possibilitar a simplificação operacional e o direcionamento de recursos para a plataforma de brechó online.

Na segunda, a ação ENJU3 encerrou o pregão em queda de 1,87% e, às 11h55 desta terça, negociava no zero a zero. Desde o início de maio, o papel acumula recuo de 13,93%.

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