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Petrobras (PETR4) é petroleira mais lucrativa do mundo, aponta levantamento da Elos Ayta

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(Imagem: Kaype Abreu / Money Times)

A Petrobras (PETR4) encerrou o primeiro trimestre de 2026 (1T26) como a petroleira mais lucrativa do mundo, com lucro líquido de US$ 6,25 bilhões, superando empresas como Shell (US$ 5,69 bilhões) e ExxonMobil (US$ 4,18 bilhões), segundo levantamento recente divulgado pela consultoria Elos Ayta.

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O estudo destaca que o ranking global do 1T26 reflete uma mudança relevante na comparação internacional de resultados, influenciada por fatores cambiais, operacionais e conjunturais.

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Gráfico de colunas do levantamento sobre as petroleiras mais lucrativas. Fonte: Elos Ayta.

De acordo com o levantamento, o desempenho foi favorecido pela valorização do real frente ao dólar. O dólar Ptax médio (taxa de câmbio de referência calculada pelo Banco Central do Brasil) recuou de R$ 5,85 no primeiro trimestre de 2025 para R$ 5,26 no 1T26.

“Na prática, a apreciação cambial elevou o valor do lucro da companhia quando convertido para dólares — moeda de referência para investidores internacionais e principal base de comparação entre empresas globais”, explica a Elos.

O relatório também ressalta a elevada produtividade dos campos do pré-sal, considerados entre os ativos offshore mais competitivos da indústria mundial, além do impacto das tensões geopolíticas no Oriente Médio, que aumentaram a volatilidade dos preços do petróleo no fim do trimestre.

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Panorama do balanço do 1T26

Na segunda-feira (11), a Petrobras reportou lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no 1T26, queda de 7,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A receita de vendas somou R$ 123,7 bilhões entre janeiro e março, praticamente estável na comparação anual, com leve alta de 0,4%.

Já o Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em R$ 59,6 bilhões no trimestre, recuo de 2,4% em base anual.

Impacto do conflito no Oriente Médio

As ações da companhia têm apresentado sensibilidade à escalada do preço do petróleo, impulsionada pelo conflito entre Estados Unidos e Irã e, especialmente, pelo bloqueio do fluxo marítimo no Estreito de Ormuz.

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Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, a estatal acumulou 12 recordes em valor de mercado. O pico histórico foi registrado em 14 de abril, quando a companhia encerrou o pregão avaliada em R$ 680,1 bilhões — atualmente, o valor está em R$ 613,6 bilhões.

*Com supervisão de Vitor Azevedo

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