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Para banqueiro, gravação com Vorcaro deve ser ‘fim da linha’ para candidatura de Flávio Bolsonaro

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(Imagem: REUTERS/Adriano Machado)

Flávio Bolsonaro chegou ao fim da linha.

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Essa é a avaliação de um experiente banqueiro ouvido pelo Money Times após a divulgação, pelo Intercept Brasil, de um áudio em que o senador e pré-candidato à Presidência da República pede dinheiro ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para custear despesas do filme Dark Horse, que retrata a trajetória de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na avaliação da fonte, a tendência é de que o mercado abandone o apoio ao candidato.

Após a divulgação da notícia, o Ibovespa destoou das máximas registradas em Wall Street e passou a acumular perdas superiores a 2,5 mil pontos nos minutos finais do pregão. Já o dólar disparou e chegou a R$ 5.

“A única coisa positiva nisso é que pode ajudar a viabilizar uma terceira via. Luiz Inácio Lula da Silva agora é amplamente favorito. Lula é profissional e está lidando com amadores”, acrescentou.

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Questionado sobre a possibilidade de a base bolsonarista sustentar a campanha, o banqueiro afirmou que os cerca de 25% do eleitorado fiel “morrem com ele”, mas ponderou: “isso não ganha eleição”.

O que diz a reportagem?

Segundo a reportagem os recursos pedidos pelo senador seriam destinados à produção do filme “Dark Horse”, uma autobiografia de Jair Bolsonaro, pai de Flávio, que está em prisão domiciliar após ser condenado por tentativa de golpe.

Na reportagem, o Intercept Brasil aponta que série de registros indicariam a existência de uma negociação em que Vorcaro se comprometeu a repassar um total de US$ 24 milhões o equivalente a R$ 134 milhões para financiar a produção internacional prevista para estrear antes do final de 2026. Parte da negociações, ainda segundo o texto, foi feita pelo próprio Flávio Bolsonaro.

Indagado sobre o ocorrido na manhã desta quarta-feira, após se reunir com o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), senador indagou a reportagem e falou “De onde você tirou essa informação? É mentira”. Em seguida, riu e se retirou da entrevista que concedia aos jornalistas sobre o encontro com o presidente da Corte.

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Com 1 minuto e 32 segundos, o áudio, de setembro de 2025, faz parte da troca de mensagens que Flávio Bolsonaro e Vorcaro, boa parte sobre a cobrança de recursos para a produção do filme e até mesmo com a proposta para que o banqueiro jantasse com os protagonistas.

Na mensagem, o senador cita o “momento dificílimo” que ambos passavam – o pai seria condenado pelo STF quatro dias depois e o Vorcaro estava no centro das investigações sobre fraudes no Master – e diz que, mesmo com a liberdade dada pelo banqueiro, ficava sem graça de cobrá-lo. Flávio cita parcelas atrasadas, o medo do calote aos atores e à equipe de produção e as contas atrasadas para pagar.

A reportagem ainda cita uma troca de mensagens entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro um dia antes de Vorcaro ser preso. “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Um abraço!”

Com Gustavo Porto e Liliane Lima

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