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Grupo Mateus (GMAT3) passando o facão: 6 mil funcionários foram demitidos. Veja o que está por trás dos cortes

O Grupo Mateus (GMAT3) não tem vivido trimestres fáceis e estes último (1T26) não foi diferente. A rede de supermercados teve que ‘cortar na carne’ para sobreviver à crise, gerando uma redução de 8,8% no quadro de colaboradores em parte relevante de suas operações, intensificando um movimento que já vinha tomando forma desde 2025.

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Os cortes atingiram unidades localizadas no Maranhão (MA), Pará (PA), Piauí (PI), Ceará (CE), Sergipe (SE) e Bahia (BA) e fazem parte de um pacote de medidas de produtividade e racionalização operacional implementado pela companhia desde dezembro de 2025.

Se considerarmos os cortes desde dezembro de 2025, a redução foi de 6.673 empregados, passando de 47,9 mil para 41,2 mil. O número se refere às operações de Maranhão, Pará, Piauí, Ceará, Sergipe e Bahia.

Segundo a companhia, o movimento faz parte de projetos de “racionalização das estruturas” e “ganhos de eficiência” implementados desde dezembro de 2025 e intensificados ao longo dos três primeiros meses de 2026.

Entre janeiro e março deste ano, a companhia entregou mais um trimestre fraco, marcado por pressão no consumo e queda no preço dos alimentos.

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Cabe lembrar que o balanço dos últimos três meses do ano passado também não foi animador: a companhia chegou a cair 17% na bolsa em um dia com a divulgação.

Aliás, no trimestre anterior a esse, o terceiro de 2025, a varejista reportou uma baixa contábil de mais de R$ 1,1 bilhão no balanço, o que também acendeu o alerta do mercado.

Os problemas do Grupo Mateus

Segundo BTG Pactual e Itaú BBA, a crise por trás do Grupo Mateus não está ligada apenas a um trimestre ruim, mas a uma combinação de problemas estruturais e macroeconômicos que começaram a apertar a operação ao mesmo tempo.

O primeiro ponto é o enfraquecimento do consumo no Nordeste, principal mercado da companhia. Os analistas afirmam que o maior endividamento das famílias, os juros elevados e a perda de poder de compra reduziram o ritmo das vendas, especialmente em categorias mais sensíveis a preço.

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O BTG destacou que o ambiente ficou ainda mais difícil por conta da deflação de alimentos e commodities, que reduz o tíquete médio dos supermercados mesmo quando o volume vendido não cai tanto.

Outro problema importante é que o modelo de crescimento acelerado do Grupo Mateus começou a cobrar a conta.

A companhia expandiu fortemente sua presença nos últimos anos, principalmente após a combinação de negócios com o Novo Atacarejo, estruturada como uma joint venture anunciada no fim de 2024 e concluída em 2025.

O problema é que parte dessas novas operações ainda apresenta uma rentabilidade considerada baixa pelo mercado.

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Além disso, os analistas avaliam que a empresa perdeu eficiência operacional. As despesas cresceram muito mais rápido do que as receitas, pressionadas pela expansão das lojas, pela consolidação do Novo Atacarejo e pelos investimentos em novas estruturas comerciais e logísticas.

Foi assim que começaram os movimentos de cortes de funcionários, racionalização das estruturas e programas internos de produtividade.

O Itaú BBA destacou que o Grupo Mateus deixou de divulgar parte dos indicadores de vendas por segmento no 1T26, o que desagradou investidores e aumentou a percepção de que o desempenho do segmento pode estar pior do que o esperado.

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