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(Imagem: Shutterstock)
Gates, bilionário que revolucionou o mercado da tecnologia com a fundação da Microsoft, e atualmente um dos 20 homens mais ricos do mundo, tem uma famosa frase sobre eficiência, frequentemente atribuída a ele:
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“Eu escolho uma pessoa preguiçosa para fazer um trabalho difícil. Porque uma pessoa preguiçosa encontrará uma maneira fácil de fazê-lo”
A frase não é novidade em debates sobre produtividade, mas a ideia chama atenção por uma possível preferência por alguém preguiçoso. Uma característica normalmente pouco popular nas entrevistas de emprego.
Como essa frase funciona no mundo real?
A frase gera controvérsias naqueles interessados no assunto. Pode se dizer que vai um pouco no contrafluxo da ideia de meritocracia, de que o mais esforçado deve receber reconhecimento maior.
No entanto, nem sempre o mais preguiçoso é o menos produtivo. A ideia de Gates com esse lema é de achar a pessoa com maior interesse de resolver um problema com o menor esforço possível, de forma eficiente.
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Apesar dessa filosofia ser majoritariamente atribuída a Gates, a idea não é tão inédita quanto parece.
Larry Wall, criador da linguagem de programação Pearl, por exemplo, conta em seu livro Programming Pearl, que acredita que uma das maiores virtudes do programador é a preguiça.
Ele defende que o bom programador escreve códigos para fazer suas tarefas, e cria ferramentas que serão de fácil manutenção para o uso posterior de outras pessoas.
Não à toa, o grande sucesso da empresa que gerou a fortuna de Gates, veio da facilidade de uso do sistema operacional Windows e Pacote Office, desenvolvidos pela Microsoft.
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Na economia
Um paralelo possível seria que o preguiçoso acha uma solução para o problema assim como se busca eficiência econômica, a partir do uso de recursos de forma otimizada, em busca de minimizar o desperdício.
Assim em ambos os casos, o objetivo é reduzir o esforço, para alcançar o mesmo trabalho, e consequentemente aumentar a tão almejada produtividade.
Outro benefício que pode resultar da vontade de resolver um problema com um mínimo esforço, é a inovação. No contexto de uma pessoa preguiçosa, o indivíduo teria incentivo para criar atalhos e simplificar processos.
*Sob supervisão de Renan Dantas
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