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O El Niño é um fenômeno climático natural que acontece quando as águas superficiais do oceano Pacífico ficam mais quentes do que o normal por vários meses. (Imagem: Pixabay)
O setor de geração de energia elétrica deve ser o mais afetado caso ocorra o “Super El Niño” previsto pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOOA), afirma a Genial Investimentos. Neste cenário, a Axia pode ser uma das ações que sofram maior impacto.
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O El Niño é um fenômeno climático natural que acontece quando as águas superficiais do oceano Pacífico ficam mais quentes do que o normal por vários meses. Esse aquecimento altera o comportamento climático ao redor do mundo e no Brasil pode causar mais chuvas no sul e secas no norte e nordeste.
Na previsão meteorológica do NOOA, a expectativa para o segundo semestre de 2026 é se um “super” El Niño, com amplificação dos eventos extremos.
Diante dessa possibilidade, a Genial Investimentos elencou os setores e ações com maior risco de sofrerem impactos desse fenômeno.
Energia Elétrica/Geração de Energia Elétrica
Segundo os analistas, as empresas de geração de energia podem ser diretamente impactadas por cenários hidrológicos extremos.
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Aqui, a Axia Energia (AXIA3) pode ser a ação em maior tom de alerta para os investidores. A Genial explica que a companhia possui 64% da sua operação instalada nas regiões Norte e Nordeste, que devem ser mais impactadas pela seca.
Do lado oposto, quem se beneficia é a Copel (CPLE3), que possui mais participação na região Sul, com alta tendência de chuvas.
Mineração/Siderurgia
Em seguida, o relatório aponta riscos para Vale (VALE3), CSN Mineração (CMIN3), Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3), Gerdau (GGBR4) e Usiminas (USIM5).
Os analistas explicam que as chuvas extremas podem afetar a produção mineral e causar distúrbios logísticos e ferroviários, com interrupções operacionais e redução da capacidade de transporte.
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Além disso, com a redução dos reservatórios hidrelétricos, o custo da energia é pressionado pressionando as margens das siderúrgicas.
Bancos
No caso dos bancos, a relação com os efeitos do El Niño está diretamente ligada às carteiras de crédito rural. Com as mudanças climáticas extremas, a produção agrícola pode ser impactada, “afetando diretamente a capacidade de pagamento dos produtores rurais”, como explica o relatório.
Neste setor, bancos mais expostos às relações com o agronegócio, como o Banco do Brasil (BBAS3), Banco ABC (ABCB4) e Banrisul (BRSR6) devem ser os mais afetados.
Agronegócio
Os riscos climáticos do El Niño para o agro afetam diretamente a produtividade por hectare, a qualidade das culturas e o volume colhido.
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Aqui, as ações mais afetadas devem ser SLC Agrícola (SLCE3) e BrasilAgro (AGRO3), especialmente em culturas como milho safrinha, soja, cana e algodão, além de ocorrer em um momento de margens e EBITDA já pressionados.
Segundo a Genial, a diversificação geográfica e os hedges ajudam parcialmente, mas não eliminam o risco operacional e financeiro.
*Com supervisão de Juliana Américo
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