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Ibovespa fecha no vermelho pela 6ª semana seguida e vive pior sequência desde 2018; Minerva (BEEF3) lidera ponta negativa

O Ibovespa fechou a sexta semana seguida no vermelho, algo que não acontecia desde 2018. O principal índice da bolsa brasileira acumulou queda de 0,61% nos últimos cinco dias e encerrou a sexta-feira (22) aos 176.209,61 pontos, pressionado pela incerteza sobre um acordo entre Estados Unidos e Irã e pelo noticiário político brasileiro.

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A última sequência semelhante ocorreu entre maio e junho de 2018. Um período ainda pior, de sete semanas consecutivas de perdas, só havia sido registrado entre abril e maio de 2004.

Enquanto isso, o dólar à vista terminou a semana cotado a R$ 5,028, com recuo acumulado de 0,78%.

No cenário doméstico, os investidores acompanharam de perto os desdobramentos políticos em Brasília.

Lula abre vantagem sobre Flávio

A primeira pesquisa presidencial do Datafolha divulgada após o vazamento de pedidos de dinheiro feitos por Flávio Bolsonaro (PL) a Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar a cinebiografia “Dark Horse”, mostrou uma ampliação da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador.

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Lula passou de 38% para 40% das intenções de voto entre o levantamento divulgado no último sábado (15) e a pesquisa desta sexta-feira (22). Já Flávio Bolsonaro caiu de 35% para 31%.

POTENCIAL NA TERCEIRIZAÇÃO

No segundo turno, o cenário saiu de um empate de 45% para uma vantagem numérica de Lula, que aparece com 47% contra 43% do senador. Apesar disso, os números ainda configuram empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos porcentuais.

O instituto ouviu 2.004 pessoas em 139 cidades entre quarta-feira (20) e quinta-feira (21). Segundo a pesquisa, 64% dos entrevistados disseram conhecer o caso envolvendo o senador e o banqueiro, e o mesmo percentual avaliou negativamente a tentativa de negociação para financiar o filme.

Em paralelo, o governo anunciou um aumento no bloqueio de verbas dos ministérios. O contingenciamento passou de R$ 1,6 bilhão para R$ 23,7 bilhões, em meio à pressão provocada pelo avanço das despesas obrigatórias e pela necessidade de cumprir o limite de gastos deste ano.

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Oriente Médio e juros nos EUA seguem no radar

As negociações geopolíticas também continuaram no foco do mercado.

Na sexta-feira (22), o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que houve “algum progresso” nas conversas diplomáticas, mas reconheceu que ainda há trabalho pela frente.

Do lado iraniano, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, afirmou que ainda existem “divergências profundas e extensas” nas negociações com os norte-americanos.

Sem avanço concreto para um cessar-fogo entre Washington e Teerã, o petróleo seguiu pressionado, com o barril do Brent próximo dos US$ 110. O movimento reforçou o temor de inflação mais alta nas principais economias do mundo e aumentou as apostas de juros elevados por mais tempo.

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Nos Estados Unidos, parte do mercado já vê espaço para uma nova alta de juros pelo Federal Reserve (Fed) em outubro.

Além disso, Kevin Warsh, ex-diretor do Fed e considerado próximo de Donald Trump, assumiu nesta sexta-feira (22) a presidência do banco central norte-americano. Jerome Powell, porém, deve continuar como membro do conselho até 2028.

As maiores altas do Ibovespa

A Usiminas (USIM5) liderou os ganhos da semana após uma onda de revisões positivas de bancos depois da divulgação do balanço do primeiro trimestre de 2026.

A companhia registrou lucro líquido de R$ 896 milhões no período, alta de 166% em relação ao mesmo trimestre do ano passado.

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Na comparação com o quarto trimestre de 2025, o salto foi ainda maior: avanço de 596% frente aos R$ 129 milhões reportados anteriormente.

Segundo a empresa, o desempenho refletiu a melhora operacional, efeitos cambiais positivos e o aumento de créditos tributários ligados à valorização do real frente ao dólar.

Para o Safra, a principal surpresa veio dos custos de produção, que ajudaram a elevar a margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) em cerca de um ponto porcentual, beneficiada também pelo câmbio.

O banco também destacou a queda mais acelerada das importações de aço, o que pode favorecer a recuperação das vendas no mercado doméstico e abrir espaço para reajustes de preços.

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Já o Itaú BBA afirmou que créditos fiscais retroativos relacionados a Juros sobre Capital Próprio (JCP) podem funcionar como um “tesouro escondido” para impulsionar a geração de caixa da companhia nos próximos meses.

Na semana anterior, o Bradesco BBI já havia elevado o preço-alvo de USIM5 para R$ 10.

Confira as maiores altas do Ibovespa entre 18 e 22 de maio:

CÓDIGONOMEVARIAÇÃO SEMANAL
USIM5Usiminas PNA13,49%
LREN3Lojas Renner ON11,22%
AZZA3Azzas 21548,77%
BRAV3Brava Energia ON5,83%
CSNA3CSN ON4,83%
RECV3PetroReconcavo ON3,62%
GGBR4Gerdau PN2,87%
PSSA3Porto ON2,61%
ABEV3Ambev ON2,61%
GOAU4Metalúrgica Gerdau ON2,56%
Fonte: B3

As maiores quedas da bolsa

Na ponta negativa do Ibovespa, a Minerva (BEEF3) liderou as perdas.

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Na última quarta-feira (20), o Itaú BBA cortou o preço-alvo das ações de R$ 9 para R$ 5,50 até o fim de 2026 e rebaixou a recomendação para neutra.

Segundo o banco, a decisão reflete um ambiente operacional mais difícil, um cenário macroeconômico mais desafiador e menor visibilidade sobre gatilhos de valorização para os papéis.

Os analistas também citaram o risco de reversão do ciclo pecuário no Brasil, o que tende a elevar os custos ao longo do ano.

Além disso, o mercado segue atento ao impacto da alta nos gastos com frete e energia em meio às tensões no Oriente Médio.

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As ações ainda sofreram pressão depois que a China suspendeu as importações de carne bovina e derivados de três frigoríficos brasileiros. Embora a Minerva não tenha sido atingida diretamente pela medida, o movimento aumentou a cautela dos investidores com o setor.

Veja as maiores quedas da semana:

CÓDIGONOMEVARIAÇÃO SEMANAL
BEEF3Minerva ON-14,09%
RADL3RD Saúde ON-7,15%
SLCE3SLC Agrícola-6,52%
CMIN3CSN Mineração ON-5,08%
RAIL3Rumo ON-5,08%
MBRF3MBRF ON-4,71%
VAMO3Vamos ON-4,69%
COGN3Cogna ON-3,54%
VIVA3Vivara ON-3,27%
HAPV3Hapvida ON-3,21%
Fonte: B3

*Com informações do Money Times

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