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Itaúsa (ITSA4), ao lado da Aegea, entra na disputa por uma fatia na Copasa (CSMG3); confira proposta

A Aegea Saneamento e a Itaúsa (ITSA4) informaram na noite desta segunda-feira (25) que participam da estrutura societária da Livorno Participações, veículo que apresentou proposta no processo de seleção de investidor de referência e potencial compra de 30% do capital total da Copasa (CSMG3).

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A ideia é que, com a privatização da companhia de saneamento de Minas Gerais, o investidor de referência tenha uma participação de 30%.

Segundo a Itaúsa, a participação no processo de aquisição “faz parte da sua estratégia de alocação eficiente de capital, reforçando seu compromisso contínuo com a criação de valor aos acionistas, investidas e à sociedade”.

Quem é a Livorno, interessada na Copasa

A Livorno será composta pelos acionistas da Aegea, que são a Itaúsa, o GIC (Fundo Soberano de Cingapura) e a Equipav Saneamento, veículo que concentra o controle da Aegea. Cada um desses três terá 33% de participação na holding de investimentos interessada na empresa de saneamento.

Segundo fato relevante divulgado pela Aegea, a sua participação na Livorno será inferior a 1% do capital social ao fim do processo de aquisição, sem que a empresa assuma “qualquer obrigação financeira” relacionada à operação. O restante do capital do veículo será subscrito pelos demais acionistas.

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A Livorno era, até então, uma holding pura da Aegea.

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A Aegea ainda afirma que a iniciativa “evidencia os seus objetivos de longo prazo e o seu posicionamento como uma plataforma relevante no setor de saneamento”, além de reforçar o “pilar de disciplina financeira com foco em preservação de liquidez e estrutura de capital adequada”.

A privatização da Copasa

Depois de anos de tentativas, disputas políticas e idas e vindas, a privatização da Copasa (CSMG3) finalmente ganhou forma.

A oferta de ações da Copasa, hoje controlada pelo governo do estado, foi divulgada no dia 21. A privatização pode superar R$ 9 bilhões e mudar a tese da ação na bolsa.

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A movimentação da Itaúsa e da Aegea ocorre em meio ao processo conduzido pelo governo de Minas Gerais para definição de um investidor de referência para a Copasa, estatal de saneamento do estado, que deve assumir um compromisso de longo prazo com a operação.

O processo de definição do investidor de referência respeitará as etapas previstas no prospecto preliminar divulgado pela Copasa no dia 20 de maio. O investidor de referência finalista, se houver, será divulgado no dia 27 de maio.

Esse investidor terá de assinar um acordo de acionistas e cumprir obrigações consideradas centrais para o projeto de privatização. Entre elas: 

  • Universalizar o tratamento de esgoto, atingindo 90% de cobertura até 2033; 
  • Respeitar um período de lock-up de pelo menos quatro anos sem vender as ações adquiridas; e 
  • Manter programas de tarifa social voltados à população mais vulnerável. 

Com Money Times

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