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(Imagem: Wikimedia)
O Bradesco BBI vê a queda acumulada da Embraer (EMBJ3), de 28% desde o pico em janeiro de 2026, como uma reação exagerada do mercado, que abre uma janela de compra para a ação.
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O desempenho está 22 pontos percentuais abaixo de pares globais do segmento Aeroespacial e Defesa. A casa avlia que esse movimento excede, com folga, as revisões efetivas de fundamentos.
O mercado reagiu a uma sequência de eventos, com guidance (projeção) para 2026 abaixo do esperado, alta nos preços de combustível pressionando expectativas de demanda e resultados do 1T26 aquém do consenso, mas o ajuste no preço foi desproporcional”, dizem os analistas André Ferreira do BBI, e Wellington Lourenço, da Ágora Investimentos.
Após os números do primeiro trimestre, o consenso de mercado para o Ebit (lucro antes de juros e impostos) para 2026 recuou 8%, enquanto a ação tem queda de cerca de 15% no período. Na estimativa do BBI, no entanto, a revisão é ainda mais limitada, de apenas 1%.
No caso das projeções para este ano, os analistas que consideravam premissas conservadoras, incluindo tarifas nos Estados Unidos, que já não fazem mais parte do cenário, o que abre espaço para surpresas positivas.
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“Por fim, eventuais oscilações no ritmo de pedidos no curto prazo são mitigadas por uma carteira de pedidos robusta — cerca de 5 anos na aviação comercial e 3 anos na executiva — garantindo visibilidade de crescimento e sustentação de resultados”, diz o BBI.
A janela de entrada na Embraer
Na leitura do Bradesco BBI, a recente redução dos múltiplos de negociação criou uma oportunidade tática de entrada em uma tese estrutural de crescimento que permanece intacta.
Os analistas argumentam que a fabricante de aeronaves brasileira combina alta visibilidade de receitas com múltiplos gatilhos de reprecificação no curto prazo, como potenciais novas encomendas, anúncios em eventos relevantes do setor e recomposição de margens ao longo do ano, especialmente com a dissipação de efeitos pontuais observados no início de 2026.
Além disso, existem vetores adicionais como possíveis reembolsos de tarifas já pagas e avanços no projeto Eve que caminha para a certificação em 2027.
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Mesmo após um ajuste no preço-alvo para o fim de 2026 para R$ 110 por ação, o BBI reitera recomendação de compra, com a ação negociando a cerca de 9,9 vezes o múltiplo EV/Ebitda esperado para 2026, um desconto de aproximadamente 25% frente aos pares globais, patamar que os analistas consideram atrativo diante do perfil de crescimento e geração de valor da companhia.
O preço-alvo implica em um potencial de alta de 51,98% ante o fechamento de terça-feira (26), de R$ 72,38.
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