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“2026 ainda é um ano muito incerto para acelerar crescimento”, diz CFO da Espaçolaser; veja como foi o resultado da empresa no 1T26

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Para a Espaçolaser (ESPA3), ainda não chegou a hora de voltar a crescer de forma acelerada. A empresa de estética, que teve leve alta nas receitas no primeiro trimestre de 2026, acredita que o cenário ainda está muito incerto para acelerar o crescimento, e que há outras maneiras de gerar valor ao acionista.

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A dona da rede de estúdios de depilação teve lucro bruto ajustado de R$ 117,4 milhões, queda de 1,4%, com margem bruta ajustada de 40,5%. Já o lucro líquido ajustado foi de R$ 19 milhões, queda de 17%.

“Tivemos um trimestre desafiador, e esse ano ainda será bastante desafiador, mas a companhia tem um negócio muito resiliente, tanto é que as vendas cresceram mesmo nesse cenário”, afirmou o CFO da Espaçolaser, Fabio Itikawa, em entrevista ao Seu Dinheiro.

“A companhia vem em uma trajetória de melhora em todos os indicadores. Então não é só crescer, mas com rentabilidade.”

No lugar da expansão da empresa, com 859 lojas no Brasil e América Latina, a Espaçolaser priorizou retornos mais diretos aos acionistas, com distribuição de R$ 13,5 milhões em dividendos desde o começo do ano, além de R$ 5 milhões em um programa de recompra de ações.

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Qual o foco para o futuro?

Ainda que 2026 continue sendo um ano de leves ajustes e foco em rentabilidade, a empresa está de olho em novas frentes de crescimento para o futuro.

“Nosso plano estratégico é começar em algum momento a diversificar a nossa atuação além da depilação”, afirma o CFO.

O objetivo é usar a capilaridade de mais de 800 lojas e a base de 5 milhões de clientes para ofertar outros serviços.

Como foram os resultados da Espaçolaser no 1T26

As vendas de todo o sistema atingiram R$ 459,3 milhões no trimestre, alta de 1,6%. Já as vendas em lojas estabelecidas, o crescimento também foi de 1,6%. A receita bruta foi de R$ 375,35 milhões, alta de 0,7%.

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A receita líquida ajustada foi de R$ 290,2 milhões, leve alta de 0,2%. O Ebtida ajustado, medida de rentabilidade usada pelo mercado, foi de R$ 76,1 milhões, com margem de 26,2%.

Mais importante que aumentar as receitas é priorizar a qualidade da venda, diz o diretor. Entre as estratégias para isso, a companhia buscou diminuir o número de cancelamentos — que caíram de 11,1% em relação à receita no 4T25 para 10,2% no 1T26, uma melhora de 0,9 ponto percentual, mas que tiveram alta em relação ao mesmo período do ano anterior.

Outra estratégia foi reduzir o prazo de pagamento dos clientes — que caiu em cerca de um mês.

A empresa também manteve o foco na desalavancagem: a dívida caiu de 2,1 vezes em relação ao Ebitda no 1T25 para 1,8 no primeiro trimestre do ano. Mas, para Itikawa, esse número ainda não é o ideal. “Nossa prioridade continua em reduzir o endividamento ao longo do tempo”, afirmou o diretor.

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Para isso, conseguiu aumentar a geração de caixa operacional. Cerca de 89% de todo o Ebitda foi convertido em geração de caixa operacional, que atingiu R$ 67,8 milhões, crescimento de 39,5%.

Além de um balanço mais leve e com menor pressão de dívida, outra consequência desse trabalho de melhora financeira foi o aumento do rating da companhia pela Fitch. A agência de classificação de risco elevou em 30 de abril o patamar da empresa de A-(bra) para A(bra), com perspectiva estável, que refle e os ganhos contínuos de rentabilidade, o fortalecimento consistente da geração de caixa.

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