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6 lições que o Brasil pode aprender com o país latino mais feliz do mundo

Vulcões ativos, praias banhadas pelo Pacífico e pelo Caribe, biodiversidade exuberante e um detalhe curioso à mesa: por lá, arroz com feijão também é tradição — inclusive no café da manhã. O idioma oficial é o espanhol, o ritmo de vida costuma ser mais simples e, agora, o país acaba de alcançar um feito inédito: tornou-se o latino-americano mais bem colocado no ranking global de felicidade. A Costa Rica, afinal, é também contente.

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O Relatório Mundial da Felicidade 2026 divulgou a nova lista dos países mais felizes do mundo e, sem grandes surpresas, as nações nórdicas voltaram a dominar o topo. A Finlândia manteve a liderança, seguida por Islândia e Dinamarca. No entanto, a Costa Rica, distante do eixo europeu roubou a cena ao entrar no top 5 e conquistou o quarto lugar.

O resultado representa a melhor colocação já alcançada por uma nação latino-americana no levantamento e, além disso, confirma a trajetória ascendente da Costa Rica nos últimos anos. Em 2022, o país ocupava a 23ª posição. Já em 2024, subiu para o 12º lugar. No ano passado, avançou para 6º. Agora, finalmente, chegou ao top 4 global.

Enquanto isso, o Brasil aparece em 32º lugar. Entre outras economias relevantes, os Estados Unidos ficaram na 23ª posição, a China em 65º e o Reino Unido em 29º.

Ranking de países mais felizes do mundo

  1. Finlândia
  2. Islândia
  3. Dinamarca
  4. Costa Rica
  5. Suécia
  6. Noruega
  7. Países Baixos
  8. Israel
  9. Luxemburgo
  10. Suíça
  11. Nova Zelândia
  12. México
  13. Irlanda
  14. Bélgica
  15. Austrália
  16. Kosovo
  17. Alemanha
  18. Eslovênia
  19. Áustria
  20. República Tcheca
  21. Emirados Árabes Unidos
  22. Arábia Saudita
  23. Estados Unidos
  24. Polônia
  25. Canadá
  26. Taiwan
  27. Belize
  28. Lituânia
  29. Reino Unido
  30. Sérvia
  31. Uruguai
  32. Brasil

Os critérios de classificação

O relatório é produzido pelo Centro de Pesquisa em Bem-Estar da Universidade de Oxford, em parceria com a Gallup e as Nações Unidas. Ao todo, o estudo reúne cerca de 100 mil respostas em mais de 140 países.

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Para montar o ranking, os entrevistados avaliam a própria vida por meio da chamada Escada de Cantril, uma escala de 0 a 10, em que 0 representa a pior vida possível e 10, a melhor. A partir daí, os pesquisadores calculam a média de satisfação de cada nação.

Além disso, o levantamento considera seis fatores que ajudam a explicar as diferenças entre os países: PIB per capita, expectativa de vida saudável, apoio social, liberdade individual, generosidade e percepção de corrupção. Já a classificação final usa uma média de três anos, o que suaviza oscilações causadas por crises econômicas, guerras ou outros eventos excepcionais.

Neste ano, por sua vez, o World Happiness Report voltou o olhar para a relação entre bem-estar e redes sociais, com foco nos menores de 25 anos. Segundo o estudo, o impacto do uso da internet varia entre gerações, gênero e regiões. Em geral, o efeito é fortemente negativo para a Geração Z, moderadamente negativo para os Millennials, próximo de neutro para a Geração X e levemente positivo para os Baby Boomers.

1. Preservação das belezas naturais

Considerado um dos países mais biodiversos do planeta, a Costa Rica transformou a natureza em prioridade nacional. O país, aliás, se tornou o primeiro tropical a reverter o desmatamento: hoje, mais de 50% do território está coberto por vegetação, ante cerca de 21% em meados dos anos 1980.

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Esse avanço se deve, em grande parte, ao programa de Pagamentos por Serviços Ambientais, criado em 1996, que remunera proprietários rurais pela conservação florestal, gestão sustentável e proteção da biodiversidade.

Na prática, isso se traduz em praias preservadas, florestas tropicais intactas e ampla oferta de áreas verdes. Além disso, impulsiona o turismo sustentável, o contato frequente com a natureza também contribui para a sensação de bem-estar da população.

A perereca-de-olhos-vermelhos (Agalychnis callidryas) é espécie nativa da região da América Central
A perereca-de-olhos-vermelhos (Agalychnis callidryas) é espécie nativa da região da América Central/ Alejandro Orozco Pexels

2. Filosofia Pura Vida

— Como você está?
Pura vida!

A expressão, popular entre os costarriquenhos, funciona quase como uma identidade nacional. Embora a tradução literal seja “vida pura”, seu significado é muito mais amplo: comunica leveza, gratidão, tranquilidade e uma forma positiva de encarar o cotidiano. Ao longo do século XX, a frase ganhou força na cultura popular até se tornar um lema informal do país. Hoje, inclusive, é comum ouvi-la em conversas entre amigos, no comércio, no turismo e até em despedidas.

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3. País de alta renda

Embora não esteja entre as maiores economias do mundo, a Costa Rica foi classificada em 2025 como país de alta renda pelo Banco Mundial. Em 2024, sua Renda Nacional Bruta per capita alcançou US$ 15.620, acima da média global de US$ 13.439.

Além disso, o país liderou o crescimento no número de milionários estrangeiros na América Latina na última década, segundo rankings internacionais de migração patrimonial.

A combinação entre crescimento econômico, setor de serviços robusto, turismo consolidado e investimentos históricos em saúde e educação ajudou a elevar a qualidade de vida sem depender exclusivamente de industrialização pesada.

4. País sem exército

Desde 1948, a Costa Rica aboliu oficialmente suas Forças Armadas. A decisão, rara no cenário global, permitiu redirecionar recursos públicos para áreas estratégicas, como educação, saúde e infraestrutura social, por exemplo.

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Como resultado, o país desenvolveu um sistema público sólido. A taxa de alfabetização supera 98%, uma das mais altas da América Central, enquanto a educação é gratuita e obrigatória. Já o sistema de saúde universal contribui para a elevada expectativa de vida, hoje em torno de 79 anos.

5. Energia verde

A Costa Rica também se destaca por sua matriz energética limpa. O país é um dos raros lugares do mundo capazes de gerar quase 100% da eletricidade a partir de fontes renováveis. As hidrelétricas, por exemplo, lideram esse processo e respondem por mais de 70% da produção elétrica. O restante vem de energia geotérmica, aproveitando o calor dos vulcões, em seguida, fontes eólicas, solares e biomassa.

Cachoeira La Fortuna, Provincia de Alajuela, Costa Rica
Cachoeira La Fortuna, Provincia de Alajuela, Costa Rica/ Lenin Corrales/ Pexels

6. Zona Azul

A Península de Nicoya, na Costa Rica, é uma das cinco Blue Zones (Zonas Azuis) do mundo. Essas zonas são áreas geográficas com alta concentração de populações longevas, que frequentemente atingem noventa ou cem anos de idade. De acordo com os dados mais recentes do Ministério da Saúde da Costa Rica, mais de 900 pessoas com mais de 90 anos foram registradas nesta região, juntamente com mais de 5.000 habitantes com mais de 75 anos, a maioria deles saudáveis na velhice.

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