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As ações da Vale (VALE3) ganharam força nesta quarta (6) e figuraram entre os destaques positivos da bolsa, embaladas por um cenário externo mais favorável. O mercado reagiu a relatos de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã, que ajudaram a destravar o apetite por risco global.
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No máxima do dia, os papéis chegaram a subir pouco mais de 4%, encostando nos R$ 81,50. O movimento também foi sustentado pela entrada de capital estrangeiro e pela alta do minério de ferro no mercado internacional.
O contrato mais negociado da commodity na bolsa de Dalian, com vencimento em setembro de 2026, avançou 2,84%, para 816 yuans por tonelada, o equivalente a cerca de US$ 122. O desempenho reforça o pano de fundo positivo para a mineradora, altamente sensível aos preços do minério.
Com a alta desta sessão, a Vale apagou as perdas acumuladas na semana e no mês. No ano, o papel já sobe quase 13%.
Por volta de 16h30 (de Brasília), a ação avançava 3,81%, a R$ 81,37, ajudando a puxar o Ibovespa, que subia 0,74% no mesmo horário, aos 188.132,69 pontos. Como o ativo de maior peso do índice, o desempenho da Vale tem impacto direto no rumo da bolsa.
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Novo preço-alvo da Vale reforça otimismo
O BTG Pactual elevou o preço-alvo da ação de R$ 85 para R$ 90 e manteve a recomendação de compra. Pelas contas do banco, ainda há espaço relevante de valorização em relação aos níveis recentes.
VOLATILIDADE NOS MERCADOS
A revisão reflete uma leitura mais positiva sobre a execução da companhia, riscos operacionais mais controlados e a geração consistente de caixa. O banco também passou a incorporar, ainda que parcialmente, o potencial de crescimento da Vale no cobre, um vetor que antes ficava menos evidente no valuation.
“Nosso valuation anterior não capturava integralmente o crescimento em cobre, que agora passamos a considerar diante da redução de riscos dos projetos”, afirma o banco.
Para o minério de ferro, a visão segue construtiva. O BTG trabalha com preços resilientes próximos de US$ 100 por tonelada, com viés de alta para algo perto de US$ 110, refletindo custos mais elevados e os efeitos recentes das tensões no Oriente Médio.
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*Com informações do Money Times
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