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O bilionário que ajudou a intermediar o encontro entre Lula e Trump, segundo fontes

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Empresário brasileiro Joesley Batista em Nova York
29 de janeiro de 2026
REUTERS/Eduardo Munoz

O bilionário brasileiro Joesley Batista desempenhou um papel fundamental na organização do encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump agendado para quinta-feira em Washington, disse à Reuters uma pessoa com conhecimento direto das negociações.

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Um jato pertencente à empresa familiar dos Bastista J&F tem um voo previsto do Colorado para Washington nesta quarta-feira, de acordo com dados do site de rastreamento de aviões FlightAware.

O encontro entre Lula e Trump estava sendo planejado desde janeiro, quando os dois líderes conversaram por telefone, mas havia sido deixado de lado enquanto a Casa Branca concentrava suas atenções na guerra no Irã. Na semana passada, porém, autoridades norte-americanas entraram em contato oferecendo a reunião para quinta-feira.

O envolvimento de Joesley na intermediação da reunião ressalta o crescente poder dos líderes empresariais na definição da agenda do governo Trump.

Em janeiro, Joesley se encontrou com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, antes e depois de se reunir com autoridades norte-americanas, a quem procurou tranquilizar sobre a disposição de Caracas em abrir seu setor de petróleo e gás a investimentos.

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No final do ano passado, a mesma aeronave rastreada nesta quarta-feira a caminho de Washington havia voado para a capital da Venezuela, em meio a relatos da imprensa de que Joesley estava tentando persuadir o então presidente venezuelano, Nicolás Maduro, a renunciar.

Uma segunda fonte confirmou que Joesley e seu irmão Wesley estão nos Estados Unidos, e acrescentou que Wesley viajou inicialmente para o Colorado. A fonte não pôde comentar sobre o envolvimento deles nas negociações em torno do encontro entre Lula e Trump.

Procurada, a J&F disse que não vai comentar.

A produtora de carnes JBS, controlada da J&F, possui operações significativas nos Estados Unidos.

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A Pilgrim’s Pride, produtora de aves com sede nos EUA e controlada majoritariamente pela JBS, doou US$5 milhões ao comitê de posse de Trump em 2025, a maior contribuição individual divulgada até o momento.

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