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Azzas 2154 (AZZA3) diz não ter conhecimento de tratativas sobre cisão da companhia

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(Imagem: Montagem/Money Times)

A Azzas 2154 (AZZA3) disse nesta segunda-feira (25) que não tem conhecimento sobre qualquer decisão tomada, proposta formal ou negociação em curso sobre uma eventual cisão da companhia ou segregação de ativos entre seus acionistas de referência, Alexandre Birman e Roberto Jatahy Gonçalves.

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O esclarecimento foi divulgado em comunicado ao mercado enviado após questionamentos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre reportagem publicada pelo Valor Econômico em 21 de maio.

A Azzas 2154 informou ainda que, por meio de seu diretor de relações com investidores, consultou diretamente os acionistas signatários do acordo de acionistas sobre a existência de tratativas, estudos ou negociações envolvendo uma eventual cisão da companhia.

Em resposta, Birman e Jatahy afirmaram que, neste momento, não mantêm qualquer interação, negociação ou discussão relacionada aos temas citados na reportagem, de acordo com a Azzas.

A empresa destacou, porém, que realiza regularmente análises preliminares e exploratórias sobre alternativas estratégicas para seus negócios, ativos e controladas, tanto no Brasil quanto no exterior, prática que classificou como usual de mercado. Segundo a companhia, essas avaliações contam com apoio de assessores externos especializados.

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Entenda

No dia 21, o Valor Econômico informou que, segundo fontes, há na mesa a listagem de três empresas-espelho da Azzas.

Com a proposta, a empresa seria formada por Arezzo, Hering, Farm e Reserva sob o comando de Birman, enquanto Jatahy estaria à frente das demais operações, incluindo ativos que já lidera, como a moda feminina, de acordo com a publicação.

A terceira empresa dessa divisão poderia existir com a listagem da Farm lá fora, cabendo a Birman decidir como avançar com a possibilidade, segundo o Valor.

A negociação seria resultado de um conflito público entre os sócios, que já escalou por meio de liminares judiciais, procedimentos arbitrais, contratação de bancos locais para avaliar alternativas estratégicas e uma investigação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre obrigações de divulgação.

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“No geral, a potencial cisão pode acabar sendo a forma mais limpa de resolver o desalinhamento entre os acionistas, especialmente em relação à direção estratégica da Farm, mas os impactos de curto prazo para as ações seguem mistos”, disse o JP Morgan.

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