Continua após a publicidade
(Imagem: Money Times/Giovana Leal)
A B3 (B3SA3) reportou nesta quinta-feira (7) lucro líquido recorrente de R$ 1,5 bilhão no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 33,1% ante igual intervalo de 2025, em meio a forte crescimento de receitas, diante de perspectivas de queda de taxas de juros, fluxo estrangeiro no mercado de ações e alta volatilidade nos mercados.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Na base trimestral, o lucro aumentou 2,6%. Estimativas compiladas pela LSEG apontavam lucro líquido de R$ 1,46 bilhão.
A receita avançou 20,5% ano a ano, para o recorde trimestral de R$ 3,2 bilhões. Em relação ao quarto trimestre de 2025, cresceu 8,5%. O grupo de receitas pró-cíclicas, composto por derivativos e renda variável, registrou incremento de 23,7%, enquanto o grupo de receitas recorrentes mostrou alta de 17,2%.
As despesas totalizaram R$ 918,7 milhões, alta de 10,9% na comparação anual e em linha com os últimos três meses do ano passado.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) recorrente totalizou R$ 2,06 bilhões, alta de 23,9% ano a ano, com margem de 71,6%. Estimativas compiladas pela LSEG apontavam Ebitda de R$ 2,07 bilhões.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
De acordo com o diretor financeiro da B3, foi um trimestre que demonstrou a importância da estratégia de diversificação de negócios da companhia, com os negócios mais recorrentes — como renda fixa, dados e tecnologia — continuando a apresentar uma boa performance, enquanto há uma aceleração “bem grande” dos negócios pró-cíclicos.
Ele destacou o fluxo maior de investidores estrangeiros ajudando a impulsionar os volumes de negociação nos mercados de renda variável, enquanto a maior volatilidade no período — seja pela aproximação de um ciclo de corte de juros, seja pelas incertezas que a guerra trouxe para os preços e, consequentemente, para a trajetória da taxa de juros — fez com que a B3 tivesse volumes recordes em alguns casos durante esse primeiro trimestre.
“Tudo isso se traduziu em um resultado também recorde histórico para a companhia, em receita e em lucro”, afirmou o executivo em entrevista à Reuters.
Milanez afirmou que há espaço para a continuidade do fluxo estrangeiro na renda variável, após o primeiro trimestre registrar um saldo positivo de capital externo de R$ 38 bilhões. “Não sei se na mesma intensidade, na mesma magnitude do que se viu, mas acho que, certamente, há espaço para que continue”, estimou.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Para o investidor local, ele destacou que as taxas de juros ainda representam um desafio grande. Apesar dos cortes recentes, o executivo destacou que os juros ainda estão muito elevados.
“Aí é difícil ver uma migração de fluxo mais forte para a renda variável”, acrescentou, destacando que é necessário ter juros menores ou pelo menos uma clara indicação (de queda) para começar a se ver um volume mais forte de alocação vindo do investidor local.
IPOs
O CFO da B3 afirmou que no começo do ano havia um grau de otimismo maior em relação a IPOs (oferta pública inicial de ações), mas o cenário mudou com a guerra no Irã, que trouxe pressões inflacionárias e volatilidade para a curva de juros. “Todo mundo está tentando entender o que isso vai significar do ponto de vista de direção do Banco Central quanto à política monetária”, acrescentou.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
De acordo com ele, não há problema de oferta, com cerca de 100 empresas que poderiam acessar o mercado nos próximos 18 meses.
“Há cerca de 50 empresas que fizeram seu registro como companhia aberta junto à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) que ainda não têm operações no mercado, mas que mantiveram esses registros ativos justamente para facilitar ou acelerar o processo de acesso ao mercado de capitais quando tiverem uma oportunidade”, afirmou.
Para Milanez, o IPO da Compass pode animar um pouco mais investidores e empresas a depender do seu resultado.
“Tudo indica que vai ser um IPO bem-sucedido pelo que temos escutado, e isso pode abrir ou animar outras companhias e investidores a tentarem esse caminho.. É difícil dizer se isso de fato acontecerá, depende de uma série de fatores, mas acho que voltar a ter um IPO por si só vai ser positivo.”
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A Compass Gás e Energia precifica nesta quinta-feira seu IPO, que pode quebrar um jejum de quase cinco anos de IPOs na B3.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Saiba tudo sobre Negócios
Continua após a publicidade