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Braskem (BRKM5) ainda é ‘alto risco’ e potencial da ação aumentou, diz Citi; entenda

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(Imagem: Instagram/Braskem)

O Citi elevou o preço-alvo das ações da Braskem (BRKM5) de R$ 10 para R$ 14, mas manteve recomendação neutra e classificação de alto risco para os papéis da petroquímica.

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Segundo o banco, a revisão ocorreu após a atualização do modelo da companhia com os dados operacionais do primeiro trimestre de 2026, além de novas estimativas macroeconômicas e de spreads petroquímicos.

O banco afirmou que a elevação do preço-alvo reflete principalmente uma projeção maior de EBITDA para 2026, sobretudo no segundo trimestre, diante da recente alta dos preços e spreads petroquímicos.

No próximo balanço, a Braskem deve apresentar um EBITDA ajustado de R$ 4,3 bilhões, com margem de 17,7%, nas contas do Citi.

Na avaliação dos analistas dos banco, os mercados globais de petroquímicos vivem um período de forte volatilidade após os aumentos registrados em março e abril, impulsionados pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelos impactos nas cadeias de suprimento.

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Apesar disso, o banco afirmou que o mercado começa a voltar as atenções para sinais de fraqueza da demanda.

Estrutura de capital

O Citi disse continuar cético em relação à estrutura de capital da Braskem, diante de preocupações com o pagamento de dívidas da companhia, incluindo um desembolso de US$ 1 bilhão previsto para o quarto trimestre de 2026 relacionado à linha standby.

Além disso, o Citi afirmou que a possibilidade de uma recuperação judicial segue sustentando sua visão cautelosa para a ação.

Ainda assim, o banco afirmou esperar uma geração recorrente de fluxo de caixa livre ligeiramente positiva em 2026, apoiada por uma projeção de EBITDA próxima de US$ 2 bilhões.

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O que pode mudar a visão do Citi sobre Braskem

Segundo o Citi, alguns fatores podem levar o banco a revisar sua visão sobre as ações da Braskem.

O banco citou como possíveis catalisadores um acordo para ajuste da estrutura de capital, com eventual adiamento de pagamentos de dívida, melhores condições comerciais para compra de matéria-prima e aumento da utilização das plantas, além de uma possível extensão do conflito no Oriente Médio, o que poderia elevar os spreads petroquímicos acima do cenário-base considerado atualmente pelo Citi.

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