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De olho nas eleições: missão de Lula em acabar com a escala 6×1 entra na mira do mercado internacional e Financial Times avalia a medida

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As discussões sobre o fim da escala 6×1 no mercado de trabalho brasileiro cruzaram as fronteiras e chamaram a atenção da imprensa internacional. O maior jornal de finanças do mundo, o Financial Times, colocou o presidente Lula em pauta com as movimentações para reduzir a jornada de trabalho.

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Em matéria publicada na última quinta (7), com título “Lula propõe o fim da semana de trabalho de seis dias no Brasil”, em tradução livre, o jornal destacou que a medida alinha o país à “grande parte do mundo ocidental, onde a semana de trabalho foi reduzida à medida que o aumento da produtividade e dos salários possibilitou mais tempo livre.”

O jornal ressalta um levantamento do Our World in Data, que mostra que, em 2023, os brasileiros trabalharam cerca de 50% mais horas do que os alemães. Além disso, destacou o atraso do Brasil em tratar sobre o tema.

“Enquanto alguns no Ocidente defendem uma semana de trabalho de quatro dias na era da inteligência artificial, o Brasil só agora busca reduzir a jornada de milhões de seus trabalhadores de seis para cinco dias”, disse o Financial Times em matéria.

Escala 6×1 é um dos grandes debates do ano

Cabe recapitular em que pé está a discussão sobre o fim da escala 6×1. Em abril, o presidente Lula enviou ao Congresso, com urgência constitucional, um projeto de lei que reduz o limite semanal de trabalho de 44 para 40 horas sem mexer nos salários.

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A medida também garante dois dias de descanso remunerado por semana, o que, na prática, elimina a escala 6×1.

Um dos pontos centrais da proposta é a garantia de que a redução da jornada não poderá resultar em cortes salariais.

A regra vale tanto para contratos atuais quanto futuros e se estende a diferentes formatos de trabalho, incluindo jornadas integrais, parciais e regimes especiais.

Ou seja, mesmo escalas diferenciadas, como a 12×36, podem continuar existindo, desde que respeitem a média semanal de 40 horas por meio de acordos coletivos.

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Jornal avaliou o que está em jogo para o Lula

O Financial Times destacou o foco de Lula em tirar o projeto do papel especialmente em um ano de eleições. De acordo com o jornal, trata-se de uma tentativa do candidato à reeleição de se reconectar com a base eleitoral da classe trabalhadora.  

“Desde que retornou ao poder, há três anos, ele isentou do Imposto de Renda os trabalhadores de baixa renda, aumentou o salário-mínimo e reforçou os benefícios sociais”, disse.

Mesmo com essas iniciativas, a aprovação do presidente nas pesquisas recentes tem caído. Em uma pesquisa publicada pela Genial/Quaest na última quarta (6), 52% dos eleitores desaprovam o governo atual.

O Financial Times atribui esses números à inflação persistente e ao nível de endividamento das famílias brasileiras.

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Medida divide opiniões — e a imprensa internacional está de olho nisso

Como já não é mais novidade para quem tem acompanhado essa discussão, o fim da escala 6×1 divide opiniões de economistas, empresários e toda a população.

E o jornal inglês também identificou esse cenário. Uma das críticas destacadas na matéria foi do deputado Marcos Pereira, que afirmou que os trabalhadores, ao terem menos tempo livre, ficarão mais expostos às drogas e ao vício em jogos.

Outro argumento levantado pelo jornal foi a visão de entidades do setor privado, como a Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP).

Segundo estimativas da federação, a redução do trabalho poderia aumentar os custos por hora em 10%, com os setores de agronegócio, varejo, serviços e indústria sendo “severamente afetados”.

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Por outro lado, um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), aponta que que as propostas de fim da escala 6×1 que existem hoje teriam custos administráveis ​​e nenhuma evidência clara de perda de empregos.

Segundo o jornal, “em outras partes do mundo, as empresas se adaptaram, em parte, tornando-se mais eficientes.”

Outro ponto levantado pela matéria foi de que pesquisadores do Fundo Monetário Internacional (FMI) argumentam que a solução não é forçar as pessoas a trabalharem mais tempo do que desejam, mas sim inserir mais pessoas no mercado de trabalho.

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