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Dividendos da Petrobras (PETR4): O tamanho da bolada que pode ser paga hoje

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(Imagem: Fascinadora/iStock)

A Petrobras (PETR4) aquece os motores para divulgar mais um resultado trimestral com a expectativa de pagar bolada de dividendos, em meio ao petróleo acima de US$ 100. A guerra do Irã fez o papel da companhia disparar do trimestre, embora tenha tido a pior semana em dois anos na semana passada.

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Segundo o BTG, considerando os dados operacionais, que indicaram avanço consistente da produção e um ambiente mais favorável de preços do petróleo. a companhia terá Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) próximo de US$ 13 bilhões.

Já os dividendos devem girar em torno de US$ 2,1 bilhões, o que implicaria um dividend yield de cerca de 1,5% apenas no trimestre.

Um dos principais pilares da visão construtiva segue sendo a geração de caixa. Mesmo com investimentos estimados em US$ 4,9 bilhões e efeitos de capital de giro no período, o fluxo de caixa livre deve ficar próximo de US$ 4,8 bilhões no trimestre.

Esse patamar sustenta a expectativa de proventos elevados ao longo do ano. Para 2026, o BTG trabalha com um dividend yield próximo de 9%, além de um rendimento ao acionista (FCFE) ao redor de 11%.

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“Essa geração excessiva de caixa, que esperamos que continue em 2027, pode abrir espaço para dividendos extraordinários”, aponta o banco.

Do lado operacional, a Petrobras deve se beneficiar de um trimestre marcado por produção recorde. A extração doméstica atingiu cerca de 2,58 milhões de barris por dia, superando o guidance anual e avançando tanto na base trimestral quanto anual.

O desempenho reflete o avanço de plataformas no pré-sal, especialmente em campos como Búzios e Mero, além de ganhos de eficiência.

No ambiente externo, a alta do Brent — de aproximadamente 23% na comparação trimestral — também deve impulsionar os resultados. O aumento da produção, por sua vez, contribui para diluir custos, com o lifting cost estimado em cerca de US$ 8,9 por barril.

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O segmento de refino segue como ponto de atenção, com compressão de margens ao longo do trimestre, especialmente em março, por conta de spreads mais fracos.

Ainda assim, o tom é menos negativo do que se projetava anteriormente.

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