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Dólar cai e fecha abaixo de R$ 4,90 pela primeira vez desde janeiro de 2024

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(Imagem: Nelson_A_Ishikawa/Getty Images)

O dólar à vista perdeu força ante o real com dados de emprego nos Estados Unidos, que reforçaram a expectativa de juros elevados por mais tempo, e otimismo dos investidores de avanço nas negociações de paz no conflito do Oriente Médio.

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Nesta sexta-feira (7), o dólar à vista (USDBRL) terminou as negociações a R$ 4,8939, com queda de 0,60%, na menor cotação desde janeiro de 2024.

O movimento acompanhou o desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com queda de 0,16%, aos 97.910 pontos.

Na semana, o dólar acumulou desvalorização de 1,19% ante o real.

O mercado de câmbio continuou a monitorar a geopolítica, na expectativa de algum avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã.

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Na noite de ontem (7), o presidente norte-americano Donald Trump afirmou a jornalistas que mantém as tratativas com Teerã, mesmo após uma nova troca de ataques entre os dois países.

Já hoje, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que Washington deveria receber uma resposta do Irã ainda nesta sexta-feira. Do outro lado, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniana, Esmaeil Baqaei, disse que Teerã ainda avalia uma resposta aos EUA.

“Está em análise e será dada no momento apropriado”, disse ele, segundo a agência estatal ISNA. “Nós fazemos o nosso trabalho e não nos importamos com prazos ou ultimatos”, acrescentou.

Além da questão geopolítica, os investidores reagiram a dados do mercado de trabalho dos EUA. O payroll, relatório oficial de emprego e referência para o Federal Reserve (Fed, o Banco Central norrte-amerricano), apontou a criação de 115 mil vagas no mês em abril, acima das expectativas do mercado.

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Apesar de mostrar desaceleração em relação aos meses anteriores, o payroll reforçou a percepção de que o mercado de trabalho dos EUA continua resiliente, cenário que reduz o espaço para cortes de juros no curto prazo.

A taxa de desemprego permaneceu estável em 4,3%, enquanto o salário médio por hora avançou 0,2% no mês e 3,6% em 12 meses.

Para o C6, a combinação entre mercado de trabalho resiliente, inflação ainda pressionada e riscos geopolíticos reduz significativamente as chances de corte de juros nos próximos meses.

Na mesma linha, a Nomad considerou que, apesar do payroll vir acima do esperado, o mercado interpretou o dado como “suficientemente equilibrado” para não alterar de forma relevante a trajetória dos juros pelo Fed.

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Após o dado, o mercado a precificação de juros elevados por tempo prolongado. De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, os traders não veem espaço para corte nos juros pelo Fed até o fim de 2027. Os juros nos EUA estão na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.

Por aqui, os preços do petróleo continuaram a pressionar o dólar ante o real. Por ser um país exportador, a moeda brasileira tende a subir na esteira da valorização das commodities – como o petróleo Brent, que encerrou as negociações com alta de 1,23%, a US$ 101,29 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

“A combinação de um dólar mais fraco globalmente, diferencial de juros elevados, fluxo para emergentes e melhor nos termos de troca – favorecida pelo petróleo acima de US$ 100 o barril – sustentou a apreciação do real”, afirmou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

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