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“Efeito Copa do Mundo”: varejo brasileiro deve bombar horas antes dos jogos, e não durante as partidas, diz BTG

A Copa do Mundo de 2026 ainda não começou, mas o varejo brasileiro já tem motivos para comemorar. Em relatório divulgado no domingo (17), o BTG Pactual afirma que o torneio deve ser um importante catalisador para o comércio, impulsionando especialmente categorias ligadas ao consumo dentro de casa, confraternizações e alimentação.

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Segundo o banco, o “efeito Copa do Mundo” deve impulsionar o varejo brasileiro antes mesmo da bola rolar, com o pico de consumo concentrado nas horas que antecedem os jogos.

O evento pode elevar em aproximadamente 4,7% o consumo no varejo em relação aos períodos normais, afirma o BTG. Para os analistas, o futebol segue sendo um fenômeno de massa no país, com forte capacidade de alterar padrões de compra.

“Quando o país para, os padrões de consumo mudam”, destacam os analistas Luiz Guanais, Yan Cesquim e Beatriz Cendon, ao apontarem que 95% dos brasileiros se envolvem com futebol, ainda que apenas durante a Copa do Mundo.

A avaliação do BTG é que a edição de 2026 terá um impacto ainda mais relevante por conta do novo formato do torneio, que contará com 48 seleções, 104 partidas e duração de 39 dias.

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“O formato expandido do torneio aumenta a duração e a frequência das ocasiões de consumo, ampliando estruturalmente as oportunidades de demanda”, afirma o banco.

Pico de compras acontece antes dos jogos

O relatório destaca que o maior movimento do varejo não acontece durante as partidas, mas nas horas e dias anteriores aos jogos.

Segundo os dados da plataforma de inteligência de dados Scanntech, citados pelo BTG, o fluxo nas lojas sobe 6,7% no dia anterior às partidas, à medida que consumidores antecipam compras para evitar sair durante os jogos.

“O consumo atinge o pico antes do jogo, não durante ele”, afirma o banco.

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Nas duas horas que antecedem o apito inicial, as transações aumentam 19,1%, enquanto durante as partidas o movimento cai 15,4%.

Em torneios de grande porte, como a Copa do Mundo, esse efeito se torna ainda mais intenso. O relatório aponta que as compras antes das partidas podem disparar mais de 69%, enquanto o fluxo durante os jogos despenca mais de 60%.

Além do aumento no volume de compras, o tíquete médio também sobe. Segundo o estudo, o valor gasto em categorias relacionadas ao evento cresce cerca de 24% no dia anterior às partidas.

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Churrasco, snacks e bebidas ganham espaço

O BTG também chama atenção para a mudança no perfil da cesta de consumo durante a Copa do Mundo.

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“Os dias de jogo desencadeiam uma migração do consumo cotidiano para produtos associados a encontros sociais e experiências compartilhadas”, diz o relatório.

Entre os itens com maior crescimento aparecem churrasqueiras, pipoca de micro-ondas, amendoim salgado, carnes para churrasco, snacks e bebidas premium.

O banco destaca ainda que até dentro das categorias há diferenças relevantes de comportamento. Cortes de carne voltados para compartilhamento, por exemplo, têm desempenho superior aos produtos consumidos no dia a dia.

Segundo os analistas, os horários das partidas também devem favorecer o varejo. Cerca de 43% dos jogos ocorrerão entre 19h e 23h, aumentando o potencial de encontros em casa.

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“A mudança para mais jogos no período noturno favorece reuniões domésticas e reforça categorias ligadas ao consumo social”, aponta o relatório do BTG.

Copa do Mundo pode aliviar desaceleração do consumo

Apesar do cenário macroeconômico ainda desafiador, com juros elevados e maior incerteza global, o BTG avalia que a Copa pode funcionar como um estímulo temporário ao consumo.

O relatório afirma que o evento pode até se descolar parcialmente do ambiente econômico de curto prazo.

“Diferentemente dos ciclos tradicionais impulsionados pela macroeconomia, a demanda da Copa do Mundo pode se desacoplar parcialmente da fraqueza econômica”, escreveram os analistas.

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O banco também destaca que a edição de 2026 contará com inflação mais baixa em relação à Copa de 2022 e avanço da renda real, fatores que podem sustentar o consumo mesmo em um ambiente de juros elevados.

Além disso, o estudo aponta que 65% dos brasileiros pretendem assistir aos jogos em casa, reforçando a expectativa positiva para supermercados, bebidas e categorias ligadas à conveniência e socialização.

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