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O mercado financeiro global vive um cabo de guerra entre a esperança de um aperto de mãos diplomático e o temor de uma nova escalada entre EUA e Irã. No meio da corda bamba, o Ibovespa se esforça para manter os 188 mil pontos, ajudado pelos fortes ganhos em Nova York, enquanto o petróleo em queda pressiona gigantes como a Petrobras (PETR4).
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Por volta de 13h25, o principal índice da bolsa brasileira subia 0,75%, aos 188.161,98 pontos. Em Nova York, as principais bolsas sobem mais de 1%.
O grande motor do dia é a possível resolução da guerra entre EUA e Irã. A imprensa internacional indica que um acordo — que incluiria uma moratória no enriquecimento nuclear — está próximo.
O presidente norte-americano, Donald Trump, alimentou o otimismo ao pausar o Project Freedom —plano e escolta de navios no Estreito de Ormuz —, citando “grande progresso” nas negociações de paz.
Mesmo assim, o estilo Trump de negociar traz alguma volatilidade aos mercados. Após os sinais positivos, o republicano usou sua rede social, a Truth Social, para baixar o tom, afirmando que um acordo é uma “grande suposição”, voltando a ameaçar bombardear o Irã em um nível de intensidade nunca visto caso a proposta norte-americana seja recusada.
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Ibovespa: o peso do petróleo e a Petrobras
O Ibovespa chegou a tocar a máxima de 188.674 pontos, mas perdeu fôlego e luta para sustentar o patamar dos 188 mil. Quem puxa o cabo de guerra, neste caso, é o petróleo.
VOLATILIDADE NOS MERCADOS
Com a possibilidade de paz no Oriente Médio, os preços da commodity despencaram — o Brent, usando como referência internacional, chegou a recuar 8% antes de ensaiar uma recuperação para a casa dos US$ 100 após as ameaças de Trump.
Esse movimento arrastou as ações da Petrobras (PETR4), que chegaram a cair mais de 4% na manhã de hoje.
O que segura o Ibovespa no azul é o avanço dos papéis da Vale (VALE3), que sobem 3,85%, e a resiliência dos grandes bancos, embora o Itaú Unibanco (ITUB4) tenha perdido força ao longo da manhã, recuando 1,11%.
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O plano de Trump deu errado? Irã, tarifas e o impacto no Brasil
Dólar em descompasso
No cenário internacional, o dólar vive um dia de queda generalizada contra moedas emergentes, especialmente contra o peso chileno e o rand, da África do Sul, impulsionados pela alta das commodities metálicas.
Contudo, o real parece descolado desse otimismo global. Por aqui, o dólar à vista opera em alta de 0,24%, cotado em R$ 4,9237, refletindo a cautela local e o ajuste dos investidores frente às idas e vindas de Washington e Teerã.
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