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A Espaçolaser (ESPA3) pode estar prestes a entrar em mais um capítulo relevante de sua história na bolsa brasileira. Um de seus principais acionistas, o fundo Magnólia FIP, informou que avalia deixar a base de controle da rede de depilação a laser.
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Ligado à gestora global de private equity L Catterton, o fundo informou à companhia que avalia alternativas e estruturas para viabilizar uma eventual saída da empresa.
Em fato relevante divulgado na segunda-feira (11), a Espaçolaser afirmou que o acionista está trabalhando com assessores especializados para estudar os caminhos da operação — que, por ora, está em estágio preliminar e não tem formato definido nem cronograma estabelecido.
Segundo a companhia, qualquer avanço dependerá de uma série de etapas, incluindo a definição da estrutura final do negócio, negociação de termos e obtenção das aprovações necessárias.
“Diante disso, e com vistas à defesa dos interesses das companhias, serão iniciados os procedimentos para obtenção antecipada de consentimentos e anuências”, informou a empresa.
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O movimento acontece em um momento conturbado da trajetória da Espaçolaser na bolsa. Desde o IPO, em 2021, a empresa viu seu valor de mercado encolher mais de 95%. Em 2026, a desvalorização acumulada beira os 15% na B3.
Quem manda na Espaçolaser (ESPA3) hoje
Atualmente, o bloco de controle da companhia é compartilhado entre diferentes sócios relevantes. Além do fundo Magnólia, que detém 16,90% do capital, fazem parte do bloco:
- O médico Ygor Moura, também com 16,90%;
- O advogado Paulo Morais, com 10,01%;
- A SMZXP Participações, com 2,55%, que tem a apresentadora Xuxa Meneghel como uma das acionistas; e
- José Carlos Semenzato, fundador da SMZTO, com 0,96%.
A eventual saída de um dos principais sócios pode alterar esse equilíbrio, dependendo de quem assumir essa fatia ou de como a estrutura for reorganizada.
Do IPO bilionário à perda de valor
A discussão sobre controle acontece em um momento delicado para a Espaçolaser no mercado de ações brasileiro.
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A holding MPM Corpóreos, dona da Espaçolaser, estreou na bolsa em fevereiro de 2021, em uma oferta que levantou expectativas elevadas. Na época, as ações foram precificadas a R$ 17,90, avaliando a empresa em cerca de R$ 4,35 bilhões.
Pouco mais de cinco anos depois, a realidade é outra. O valor de mercado despencou para cerca de R$ 310 milhões, uma queda superior a 95%.
A performance negativa dos papéis reflete desafios operacionais, mudanças de cenário e uma reprecificação mais ampla de empresas de crescimento listadas na bolsa brasileira.
Do lado das finanças, a maior rede de depilação a laser do Brasil encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 19 milhões, queda de 17% em relação ao ano anterior.
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Já o Ebitda ajustado, que mede a capacidade de geração de caixa operacional de um negócio, caiu 5,1%, a R$ 76 milhões. Enquanto isso, a receita líquida se manteve praticamente estável, com tímida alta de 0,2% frente ao 1T25, a R$ 290 milhões.
É nesse contexto que a possível saída do Magnólia ganha peso: mais do que uma simples reorganização societária, o movimento pode ser interpretado como um sinal sobre o momento da empresa — e sobre o apetite de investidores estratégicos para o próximo ciclo.
Procurada pelo Seu Dinheiro, a Espaçolaser não retornou o contato da reportagem até o momento de publicação desta matéria. O espaço segue aberto.
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