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Flávio Bolsonaro admite relação com Vorcaro, cita ‘patrocínio privado’ para filme sobre o pai e pede CPI do Banco Master

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Senador Flávio Bolsonaro e o pai, ex-presidente Jair Bolsonaro: patrocínio privado (REUTERS/Ueslei Marcelino)

O senador e pré-candidato a presidente da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) admitiu que conhece Daniel Vorcaro, do Banco Master – uma relação que começou em dezembro de 2024 segundo ele – e que retomou o contato com o empresário quando as parcelas do patrocínio do filme “Dark Horse” sobre a vida do seu pai, Jair Bolsonaro, estavam atrasadas. Segundo ele, a relação visava um filho buscando patrocínio privado para um filme privado sobre o pai.

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Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme”, relatou o senador em nota divulgada pela sua assessoria.

A informação de que Flávio Bolsonaro pediu dinheiro a Vorcaro foi divulgada pelo Intercept nesta quarta-feira (13). O senador inicialmente negou as informações da reportagem.

Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem“, reforçou o senador no documento que tenta desvencilhar seu nome de possíveis irregularidades na relação com o banqueiro preso no processo de liquidação do Master.

Na nota, Flávio Bolsonaro pede também a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master no Congresso e parte para o ataque contra o governo federal, comandado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu principal adversário na corrida eleitoral de 2026.

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“Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet”, disse o senador.

Ainda segundo o parlamentar, a relação de “patrocínio privado” com o banqueiro “é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do MASTER JÁ”, concluiu.

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