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O mercado global vem exigindo que o investidor tenha estômago de marinheiro experiente para conseguir navegar suas águas turbulentas. Mas, nesta quarta-feira (13), o capitão do Banco Central, Gabriel Galípolo, subiu ao convés para dar as coordenadas.
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Durante a Conferência Anual do Banco Central do Brasil, Galípolo tocou na ferida que analistas e economistas estão tentando evitar: o fenômeno que estamos vivendo não é uma inflação tradicional, e o “barco” da autarquia não foi desenhado para enfrentar a tempestade que cai sobre o país.
“A gente vê uma rejeição ao uso do termo ‘estagflação’, justamente por sinalizar que o evento atual se trata menos de uma inflação tradicional, que é a pressão dos preços em função de uma elevação na demanda, mas, sim, de algo que advém de outra natureza”, disse ele durante a palestra.
Na visão de Galípolo, o mercado hoje possui uma dinâmica mais complexa, marcada por conflitos geopolíticos e efeitos climáticos, que pressionam a oferta. No entanto, os bancos centrais foram originalmente desenhados para enfrentar pressões inflacionárias ligadas ao excesso de demanda.
Vale lembrar que a fala do presidente do BC ocorre em meio a um cenário de aumento da pressão inflacionária sobre as principais economias do mundo, impulsionada pelo conflito no Oriente Médio, que vem levando a alta dos preços do petróleo.
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Contra um furacão que vem de fora, a bússola tradicional da política monetária parece ter mais dificuldade em encontrar o norte. “Nosso barco foi desenhado para enfrentar outro tipo de tempestade”, afirmou.
Terra à vista? O direcionamento do Banco Central sob o leme de Galípolo
Embora assuma que o BC não costuma lidar com esse tipo de tempestade, Galípolo ressaltou que a autarquia seguirá vigilante aos “efeitos de segunda ordem” e não perderá de vista o objetivo principal de controlar a inflação.
Até porque, na visão do presidente do BC, essa distinção é importante para os modelos, mas admite que a terminologia não resolve a dissonância entre os números oficiais e o sentimento das pessoas.
Galípolo ainda destacou que esse é o quarto choque de oferta em menos de seis anos, afetando diretamente a percepção da população sobre o custo de vida. Para ele, esse cenário cria um desafio adicional para a credibilidade das autoridades monetárias.
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Com a tempestade engrossando, o presidente do BC avalia que o principal desafio neste momento é separar os efeitos temporários dos chamados efeitos de segunda ordem, que surgem quando a alta inicial de preços começa a contaminar expectativas, salários e outros setores da economia.
Ainda assim, Galípolo vê o BC como uma embarcação capaz de atravessar períodos de forte turbulência.
“O Banco Central, toda vez que for colocado em desafio, vai seguir dando essa resposta. Não vai se desviar daquilo que é o seu objetivo, que é o controle do processo inflacionário”, afirmou.
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