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Gestores adicionam ‘grau’ de cautela no Ibovespa com proximidade das eleições, diz BofA

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Os gestores ouvidos pelo BofA seguem divididos quanto a fator determinante para o desempenho do Ibovespa: eleições ou cenário global (Imagem: Leung Cho Pan/Canva)

Os gestores de fundos da América Latina mantêm a visão otimista com bolsa brasileira, mas adicionaram um tom mais cauteloso nas posições de olho nas tensões geopolíticas e temores de estagflação no mundo, de acordo com pesquisa mensal do Bank of America (BofA) divulgada nesta terça-feira (19).

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Se há um mês 73% dos entrevistados projetavam o Ibovespa (IBOV) acima dos 190 mil pontos em dezembro deste ano, agora apenas 66% dos participantes da pesquisa esperam que o índice volte aos níveis históricos.

Parte do posicionamento mais cauteloso deve-se à incerteza eleitoral. Para 40% dos gestores, as eleições de outubro devem trazer mais volatilidade ao mercado apenas a partir de agosto, enquanto outros 40% preveem um início do ‘trade eleitoral‘ mais cedo.

Em relação à pesquisa de abril, os dois terços dos entrevistados mantêm a perspectiva de enfraquecimento do dólar frente ao real e a maioria continua projetar o dólar entre R$ 4,81 a R$ 5,10 em dezembro deste ano.

Já no contexto regional, os gestores continuam a esperar que o Brasil tenha um desempenho superior ao do México nos próximos seis meses.

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A pesquisa contou com a participação de 35 gestores com aproximadamente US$ 115 bilhões em ativos sob gestão.

Cortes na Selic sob ameaça?

A pesquisa do BofA ainda aponta que os possíveis impactos da guerra no Irã devem ser observados principalmente na política monetária. 77% dos gestores entrevistados acreditam que os riscos geopolíticos podem desacelerar o ritmo do cortes na Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

Pelo terceiro mês consecutivo, a pesquisa afirmou que não há um consenso entre os gestores entrevistados sobre o nível da Selic no final deste ano. Com o maior percentual entre as faixas de juros, 31% dos entrevistas veem a taxa entre 13% e 13,25% ao ano em dezembro.

O BofA, por sua vez, prevê a taxa básica de juros a 13,25% em dezembro deste ano, considerando que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduza os juros em 25 pontos-base por reunião.

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Assim como na pesquisa de abril, Utilities seguem como o setor com mais alocação, enquanto consumo discricionário é o com menor exposição (underweight).

“As estratégias preferidas são de crescimento e alta qualidade”, afirmaram os estrategistas do BofA.

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