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Grupo GPS (GGPS3) tem potencial de valorização de 45% e está em oceano azul, diz XP; entenda o que a corretora vê na ação

O Grupo GPS (GGPS3), de serviços terceirizados e gestão de facilities em empresas, é a maior empresa aberta deste segmento na bolsa de valores. São mais de 4.700 clientes, principalmente na indústria e em serviços, 185 mil colaboradores e 54 empresas integradas ao grupo. Para a XP Investimentos, a ação da companhia representa uma oportunidade de compra.

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A corretora iniciou cobertura da empresa com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 19,50 para o final de 2026, o que implica um potencial de valorização de 45%. Para os analistas, o preço-alvo é considerado conservador. Eles assumem que 75% das contingências trabalhistas que a empresa tem se tornarão dívidas.

A companhia, com mais de 60 anos de atuação, fez sua abertura de capital na bolsa em 2021, levantando cerca de R$ 2,16 bilhões. No entanto, as movimentações no mercado não têm sido muito generosas com a empresa: os papéis da companhia estão em queda de 18,81% desde o começo do ano.

Segundo a casa, o valuation representa uma oportunidade, com a companhia negociando a 10,4 vezes o preço sobre lucro (P/L), contra 16,9 vezes dos concorrentes (“XP Peer Index”) e 13,7 vezes da média histórica.

Terceirização tem espaço para crescer mais

A visão positiva é justificada principalmente pela terceirização de serviços, ainda pouco explorada no Brasil, com espaço para expansão, com a entrada de novos clientes e maior adoção dos serviços.

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Para a XP, a companhia nada em um oceano azul, que, no jargão do mercado, significa um mercado ainda pouco explorado e com alto potencial. Essas oportunidades são impulsionadas pela Reforma Trabalhista de 2017, que flexibilizou a terceirização em certas áreas, diz a XP.

Com esse crescimento, a empresa pode elevar o lucro por ação (EPS) em 18% ao ano entre 2025 e 2028, de acordo com analistas. “[A GPS tem] uma plataforma de terceirização incomparável, permitindo ganho de escala relevante em relação aos concorrentes”, diz.

Mesmo sendo a maior companhia do setor, ela tem apenas 4,8% do mercado. A concentração das três maiores empresas brasileiras é de 7%, enquanto a média em mercados mais desenvolvidos é de 35%.

Digestão das fusões e aquisições

Além disso, outro ponto destacado foi o histórico positivo de crescimento orgânico e fusões e aquisições (M&A). A companhia, que tem valor de mercado de R$ 9,88 bilhões, já comprou 56 empresas em sua história, principalmente de empresas pequenas, com faturamento de até R$ 300 milhões. Dessas, 26 delas vieram depois do IPO e trouxeram R$ 8,5 de receita bruta para a empresa.

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A maior foi realizada em março de 2024, com a incorporação da GRSA, a líder brasileira de refeições coletivas em empresas e até então controlada por um grupo britânico. Sozinha, ela trouxe R$ 3,3 bilhões em receitas brutas, crescimento de 25% para a empresa.

Por causa do seu tamanho, o mercado estava cético sobre a capacidade de abocanhar e digerir uma aquisição tão relevante, com queda nas ações e nos múltiplos da relação entre preço do papel e lucro. Mas, para a XP, o grupo tem uma boa capacidade de integração, sem a necessidade de tomar um sal de frutas para isso.

“A tese de investimento da GPS está fortemente ligada à sua capacidade de rapidamente integrar as empresas adquiridas. Vemos um histórico sólido da empresa de ser capaz de integrar essas empresas propriamente, gerar sinergias e melhorar a rentabilidade”, diz o relatóprio.

Essas aquisições impulsionam tanto receitas quanto lucro para as companhias. Esse impulso, no entanto, não é eterno: os analistas projetam que as integrações trarão oportunidades pelos próximos três anos e meio. Ainda assim, dizem que, mesmo sem esse fluxo, existe potencial de alta de 20% até o fim do ano.

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Com Money Times

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