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Não estamos nem perto do Dia das Bruxas, mas um velho fantasma assombra as economias globais: a inflação. Com o conflito entre EUA e Irã, o mundo viu o preço do petróleo disparar e, por consequência, os produtos encareceram. E se isso foi o suficiente para fazer muito investidor ter pesadelos, o Fundo Monetário Internacional (FMI) não tem boas notícias.
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“Vamos ver a inflação desviar muito mais dos alvos e de forma mais persistente”, afirmou Christopher Erceg, vice-diretor no Departamento de Mercados Monetários e de Capitais do FMI, durante a Conferência Anual do Banco Central do Brasil.
Segundo Erceg, o cenário atual é marcado por choques de oferta frequentes, que são impulsionados não apenas pela fragmentação geopolítica, mas também pela reestruturação de cadeias de valor e pelas novas tecnologias.
Nas últimas décadas, os bancos centrais vinham se beneficiando dos choques inflacionários, que foram marcados por inflação baixa e foco em estimular a demanda. Esse cenário acabava colaborando com a construção da credibilidade das autoridades monetárias, de acordo com o vice-diretor.
“Os bancos centrais estavam basicamente focados nos problemas que são impostos por taxas de juros baixas. Então, a questão era sobre como estimular a demanda”, afirma Erceg.
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“Hoje, as autoridades monetárias têm mais credibilidade, mas como vão mantê-la em um ambiente que tem muito mais choques?”, questiona.
O caminho para combater a inflação
Erceg não deixou os bancos centrais só com a dúvida: ele também deu o caminho das pedras para as autarquias manterem a credibilidade e colocarem a inflação na rédea curta.
Segundo o vice-diretor, uma pesquisa do FMI mostrou que a transmissão de um choque depende do estado inicial da economia. Ou seja, se a inflação já estiver acima da meta ou a economia estiver aquecida, um novo choque terá um impacto muito mais forte e persistente.
Além disso, se a inflação permanece alta por muito tempo, aumenta a resistência do choque e dificultando o retorno à meta.
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Nesse cenário, as estratégias de política monetária usadas nas últimas décadas podem não ser suficientes, já que, no início de um choque, é difícil distinguir um evento transitório de um evento persistente.
Segundo Erceg, bancos centrais inicialmente interpretam choques persistentes como transitórios, o que atrasa a resposta da política monetária.
Para ele, essa reação mais lenta das autarquias deixa um ambiente bastante vulnerável a choques adicionais, dificultando o retorno à meta e potencialmente exigindo sacrifícios maiores no futuro.
“Havendo essa incerteza na extensão do choque, as autarquias devem reagir de uma forma mais agressiva”, afirmou.
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“Pode ser desejável utilizar uma regra baseada em previsão, mas uma resposta mais agressiva contra a inflação é necessária para choques maiores ou quando a economia está superaquecida”, acrescenta.
Erceg ainda ressalta a importância de os bancos centrais manterem a credibilidade, já que, se o mercado perceber um comprometimento menor com a meta de inflação, as expectativas de longo prazo podem se desancorar.
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