O cenário é de vacas magras para a MBRF (MBRF3). O banco JP Morgan cortou o preço-alvo da de R$24,50 para R$21,50, mas manteve recomendação overweight (equivalente à compra) para a ação.
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Em parte, o corte segue as novas projeções para a ação no ano. O J.P. reduziu o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) estimado da MBRF para 2026 em 2%, para R$13,2 bilhões — ainda 3% acima do consenso do mercado. Para 2027, a queda foi de 7%, para R$13,1 bilhões.
O banco também vê um fluxo de caixa livre para o acionista negativo em R$180 milhões, ao considerar 2026 um “ano de piso”, ou seja, o pior momento do ciclo de resultados para lucro e geração de caixa livre.
Quais os motivos para o corte na MBRF
O relatório destaca dois cenários distintos: um para a operação norte-americana, com a marca National Beef, e outro para a operação brasileira. Nos EUA, a crise ainda deve perdurar por um tempo. O primeiro motivo é a desvalorização do real, que deve ser de 4% e 9% neste ano e no próximo, respectivamente, o que afeta os ganhos da companhia em real.
Além disso, o rebanho norte-americano, que está em um de seus menores níveis historicamente, deverá demorar mais um ano para se recuperar.
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Além das dificuldades com um rebanho reduzido, a National Beef também sofre com pastos mais secos e uma competição mais acirrada com a importação de carne bovina, o que leva a margens do setor mais pressionadas por um período maior, diz o banco.
LOJAS DA ARMANI, NIKE, LACOSTE…
O banco agora projeta margens Ebitda para a marca de 1,1% em 2026 e de 2,5% em 2027.
Já no Brasil, o cenário é outro, e a BRF vem ganhando ritmo. Após um começo de ano mais fraco, a receita deve aumentar aos poucos.
No segmento de alimentos processados, a empresa mencionou durante a teleconferência que os volumes vêm melhorando ao longo do trimestre, apesar de um ambiente de consumo desafiador. O banco estima alta de 0,1% dessa divisão em 2026, mas de cerca de 20% em três anos.
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No segmento de frango in natura, o banco afirma que a oferta e a demanda estão mais equilibradas, permitindo uma melhora das margens em abril e maio, tanto no mercado doméstico quanto no internacional.
Com Money Times
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