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(Imagem: Divulgação/Klabin)
A Klabin (KLBN11) registrou prejuízo líquido de R$ 497 milhões no primeiro trimestre de 2026 (1T26), revertendo o lucro de R$ 446 milhões apurado no mesmo período do ano anterior.
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O resultado foi impactado principalmente pela queda do EBITDA ajustado e por efeitos contábeis ligados à variação do valor justo dos ativos biológicos, além de maior despesa financeira no período.
O EBITDA ajustado somou R$ 1,67 bilhão no trimestre, recuo de 10% em relação ao 1T25. A margem caiu de 38% para 34%. O resultado ficou abaixo da expectativa média de analistas compilada pela LSEG, de R$ 1,75 bilhão.
A receita líquida atingiu R$ 4,95 bilhões, alta de 2% na comparação anual, mas ligeiramente abaixo da projeção de R$ 5 bilhões. O crescimento foi sustentado por avanço de 12% no volume total vendido, com expansão em todos os segmentos.
Desempenho operacional
No período, a companhia destacou estabilidade operacional, mesmo em um cenário de maior volatilidade macroeconômica, com inflação nos principais mercados e impacto cambial negativo sobre receitas de exportação.
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No negócio de celulose, o volume vendido cresceu 16%, para 401 mil toneladas, enquanto papéis avançaram 15%, e embalagens subiram 3%. O crescimento foi apoiado pela estratégia de flexibilidade comercial e alocação de volumes conforme condições de mercado.
O segmento de papelão ondulado teve destaque, com alta de 9% na receita e desempenho acima do mercado brasileiro, segundo dados da Empapel.
Custos e investimentos
O custo caixa total por tonelada ficou em R$ 3.342, em linha com o ano anterior. O CPV por tonelada subiu 4%, pressionado por custos fixos ligados à parada de manutenção da unidade de Monte Alegre e maiores custos de fibras.
As despesas com vendas e administrativas foram parcialmente diluídas pelo aumento de volume.
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A companhia investiu R$ 839 milhões no trimestre, alta de 39% na comparação anual, com destaque para manutenção, silvicultura e modernização industrial.
Resultado financeiro e dívida
O resultado financeiro foi negativo em R$ 570 milhões, influenciado por despesas de juros e efeitos cambiais, parcialmente compensados por hedge.
A dívida líquida encerrou março de 2026 em R$ 32,9 bilhões, queda de R$ 3,9 bilhões no trimestre. A alavancagem ficou em 3,3x (dólar), estável na comparação com o trimestre anterior.
O caixa total somou R$ 8,9 bilhões.
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