Depois de ver suas ações derreterem quase 35% em apenas um mês, a Movida (MOVI3) resolveu reagir ir às compras na bolsa.
Continua após a publicidade
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Em uma tentativa de reforçar o retorno aos acionistas em meio à turbulência, a locadora de automóveis aprovou um programa de recompra que pode retirar até 27,8 milhões de papéis de circulação.
O volume equivale a cerca de 15% do total de ações da Movida hoje em circulação (free float).
Segundo a Movida, a operação respeitará o percentual mínimo de ações em circulação exigido pelo Novo Mercado da B3 — o mais alto nível de governança corporativa da bolsa brasileira.
A companhia também destacou que não poderá manter em tesouraria mais de 10% das ações em circulação de cada classe de papel. Hoje, a Movida possui cerca de 1,1 milhão de ações em tesouraria.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A recompra chega em um momento delicado para a ação da Movida, pressionada por juros elevados, dúvidas sobre alavancagem e um ambiente mais apertado para empresas intensivas em capital.
O programa de recompra começou na última terça-feira (19) e poderá durar até 18 meses, com validade até novembro de 2027.
A mensagem por trás da recompra de ações da Movida (MOVI3)
No mercado, programas de recompra costumam carregar uma mensagem importante: a de que a própria empresa considera sua ação descontada demais.
Movimentos desse tipo também costumam ser interpretados como um voto de confiança da administração no potencial de recuperação da companhia.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
No caso da Movida, a companhia afirma que o objetivo da operação é a “maximização de valor ao acionista”.
Para os investidores, o sentimento que fica é que a administração da companhia considera que as ações MOVI3 estão negociando abaixo do que deveriam. Os papéis fecharam o último pregão cotados a R$ 8,97, em uma desvalorização de 7% desde o início do ano.
Além disso, na prática, recompras de ações funcionam como uma espécie de retorno indireto de capital.
Isso porque, ao retirar ações de circulação e optar pelo cancelamento desses papéis no futuro, a empresa aumenta proporcionalmente a fatia dos acionistas que permanecem na base.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Dessa forma, o investidor consequentemente acaba tendo direito a uma fatia maior do lucro e dos proventos no futuro.
Apesar dos potenciais benefícios para os acionistas, a recompra também traz um efeito colateral: redução de liquidez. Afinal, com menos ações circulando no mercado, o volume disponível para negociação tende a diminuir.
A Movida afirmou que poderá manter os papéis em tesouraria, cancelá-los futuramente ou até revendê-los no mercado, dependendo das condições e estratégias da companhia ao longo do programa.
Há ainda outra finalidade possível: usar essas ações para atender programas de remuneração baseados em ações.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Acesso todas as Notícias
Continua após a publicidade