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Nem o “trimestre fraco” segurou a Mater Dei (MATD3). Rede de hospitais acelera lucro em quase 80% no 1T26

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Rede Mater Dei (MATD3) começou 2026 mostrando que, mesmo em um período tradicionalmente mais difícil para o setor de saúde, há espaço para crescer. O lucro líquido ajustado da rede de hospitais somou R$ 36,3 milhões no primeiro trimestre (1T26).

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O resultado corresponde a uma alta de 79,8% em relação ao mesmo período do ano passado. 

Fundada em 1980, a Mater Dei se consolidou como uma rede integrada de serviços hospitalares e oncológicos, com presença relevante em Minas Gerais e atuação na Bahia e Goiás.  

A empresa abriu capital na bolsa brasileira em 2021, na última janela de IPOs da B3, e desde então atravessou um período mais desafiador no mercado de ações doméstico: os papéis acumulam desvalorização próxima de 67% desde a estreia.  

Em 2026, no entanto, as ações ensaiam recuperação, com alta ao redor de 8%, negociadas na casa de R$ 5,72. 

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Outros destaques do balanço da Mater Dei no 1T26 

A melhora também se refletiu no faturamento. A Mater Dei atingiu uma receita líquida recorde de R$ 575 milhões entre janeiro e março, expansão de 15,1% na base anual e de 2,3% frente ao trimestre imediatamente anterior.  

Já o Ebitda ajustado — indicador que mede a capacidade de geração de caixa operacional de um negócio — chegou a R$ 130 milhões no período, crescimento de 34,6% na comparação anual.  

Por sua vez, a margem Ebitda atingiu 22,6%, estável em relação ao trimestre anterior, mas 3,3 pontos percentuais (p.p) acima do nível registrado um ano antes. 

Do lado financeiro, a estrutura de capital permaneceu sob controle. A dívida líquida foi mantida em R$ 800 milhões, com custo abaixo do CDI e prazo médio superior a 5,2 anos, o que garante fôlego para a execução da estratégia sem pressão relevante no curto prazo. 

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Eficiência compensa sazonalidade 

O primeiro trimestre costuma carregar um “freio natural” para hospitais, com menos dias úteis por conta do Carnaval e das férias escolares, o que tende a reduzir a demanda por procedimentos eletivos.  

Ainda assim, a Mater Dei seguiu na direção oposta: aumentou a ocupação, elevou o ticket médio e entregou expansão relevante dos indicadores financeiros. 

Do lado da operação, a taxa de ocupação atingiu 84,3% no trimestre — um novo recorde para a companhia —, com avanço de 4,6 p.p em relação ao mesmo período de 2025.  

“Apesar do calendário adverso com menor número de dias úteis devido ao Carnaval e às férias escolares, a eficiência das operações permitiu à companhia crescer receita e controlar o custo de pessoal”, afirmou a empresa ao Seu Dinheiro

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 Esse ganho de eficiência também aparece nos indicadores de produtividade.  

O volume de pacientes por dia cresceu 6,1% na comparação anual, enquanto o ticket médio por leito utilizado atingiu a máxima histórica de R$ 2,86 milhões — alta de 8,4% em relação ao ano anterior e de 2,2% na base trimestral.

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