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Nubank (NU): O detalhe nos balanços de Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC4) e Santander (SANB11) que mudou o humor dos analistas

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Na média, o índice de inadimplência de 15 a 90 dias aumentou 20 pontos-base em relação ao trimestre anterior, chegando a 3,66% (Imagem: Divulgação)

O cenário econômico mais difícil, com juros na casa dos 14%, trouxe preocupações para o mercado em relação à temida inadimplência, especialmente para bancos mais expostos às classes mais baixas, como o Nubank (NU;ROXO34).

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Nesta sessão, o Inter, por exemplo, desaba mais de 13% após registrar piora nos indicadores de qualidade.

Seria esse o caso do roxinho? Apesar dos temores, os balanços de Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC4) e Santander (SANB11) deram um gostinho de que, mesmo com índices de calotes mais altos, puxados por efeitos sazonais, a formação de créditos de estágio 2 e 3 permaneceu praticamente estável em relação ao trimestre anterior.

“Com Itaú, Bradesco e Santander apresentando índices de inadimplência inicial majoritariamente positivos (considerando a sazonalidade), tendemos a interpretar esse resultado como positivo para o Nubank”, destaca o JPMorgan.

Na média, o índice de inadimplência de 15 a 90 dias aumentou 20 pontos-base em relação ao trimestre anterior, chegando a 3,66%.

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O que esperar do Nubank?

Para o Itaú BBA, a fintech terá resultados mistos em termos de lucro, mas positivos em relação à qualidade. Os analistas veem forte crescimento na carteira de empréstimos (+35% em relação ao ano anterior) e nas receitas (+42% em relação ao ano anterior).

Apesar do custo de risco mais elevado — usual para este trimestre, dados os altos volumes de originação e transferências de risco —, a Receita Líquida de Juros (NII) deverá expandir sequencialmente e crescer 56% em relação ao ano anterior.

Uma nova camada de Despesas Gerais e Administrativas (SG&A) (+65% em relação ao ano anterior) é esperada devido aos esforços de expansão global, à premiumização no Brasil e às despesas de retorno ao escritório.

Espera-se que a redução do imposto de renda ajude a proteger os lucros, encerrando o trimestre com uma leve queda em relação ao trimestre anterior, para R$ 4,6 bilhões, ou US$ 870 milhões (29% de ROE).

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“Os investidores precisam ter paciência com o fato de a Nu estar investindo mais em crescimento. A eficiência deve atingir seu pior nível no primeiro trimestre e, em seguida, começar a melhorar”.

Para o Itaú BBA, contanto que os principais resultados de crédito permaneçam sólidos, “acreditamos que o trimestre deverá terminar de forma positiva para a história”.

O Nubank divulga seu resultado no dia 14, próxima quinta-feira.

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